Garotinho agora fala de neutralidade temporária

Após acenar com apoio a Serra, ex-governador diz que PR fluminense ficará neutro 'até que decidam nos assumir como aliados'

Alfredo Junqueira / RIO, O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2010 | 00h00

Depois de duas horas e meia de reunião, o diretório do PR no Rio resolveu optar pela neutralidade temporária na disputa à Presidência. O partido deve apoiar o candidato que aceitar aparecer publicamente ao lado do ex-governador Anthony Garotinho, principal liderança local da legenda e deputado federal mais votado no Estado no dia 3.

A maior parte da Executiva, da bancada federal e dos militantes da sigla manifestou-se a favor do apoio a José Serra (PSDB). Os que defendiam a opção por Dilma Rousseff (PT) eram alvo de vaias. Como não havia consenso, o candidato derrotado ao governo do Rio, Fernando Peregrino, apresentou a proposta de se esperar uma manifestação explícita de um dos candidatos.

"Vamos ficar neutros até que eles decidam nos assumir como aliados", resumiu Garotinho. "Não quero aqui fazer o papel de amante. Quem quer o nosso apoio, tem que ser em público."

Durante o encontro, o ex-governador disse ter recebido ligações de petistas e tucanos. Garotinho citou o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o candidato a vice-governador na chapa de Fernando Gabeira (PV), o ex-deputado do PSDB Márcio Fortes, como exemplos de lideranças políticas interessadas em seu apoio.

"A candidata (Dilma) já veio ao Rio nesse segundo turno e não nos procurou. Fez uma carreata na Baixada Fluminense, onde tive 200 mil votos, e não me convidou", reclamou Garotinho. "Os líderes do PSDB me ligaram, mas eu preciso falar com o Serra. Quem manda é o candidato. Não estamos atrás de cargos, mas atrás de compromissos. E quem os cumpre é o candidato."

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