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Goiás divulga estudo sobre reincidência criminosa e propõe mudanças na lei

Marília Assunção - Especial para O Estado

25 Março 2014 | 16h 31

Acusados da morte de quatro jovens teriam se envolvido em 16 outros crimes

GOIÂNIA - O governo de Goiás anunciou uma campanha sobre a reincidência criminosa e por mudanças na legislação penal após a elucidação de uma chacina que causou a morte de quatro garotas no Dia Internacional da Mulher. Os três acusados de matar as jovens já se envolveram em outros 16 crimes, pelos quais foram fichados ou presos, mas depois soltos. A secretaria de Segurança Pública realizou um estudo com 11 casos recentes e de grande repercussão como este. As estatísticas mostraram que 34 envolvidos nestes 11 casos somam 120 reincidências.

"Dados do Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública mostram que a reiteração (reincidência) de crimes chega a 70%", ressaltou o secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita. "Faremos uma campanha mostrando esses dados, vamos defender mudanças na legislação e que as Forças Armadas assumam a vigilância em fronteiras brasileiras para barrar armas e drogas, além de mobilização pela vinculação constitucional de recursos para a segurança pública, como ocorre com a saúde e a educação", defendeu o governador de Goiás, Marconi Perillo, que acompanhou a divulgação do estudo.

O caso. A chacina do Morro do Mendanha, como ficou conhecido o caso, foi um desdobramento do clima tenso causado por uma guerra entre membros de uma quadrilha de traficantes.Nenhuma das quatro vítimas tinha ficha criminal e algumas faziam uso de drogas. As jovens foram rendidas e executadas com tiros na cabeça, e os corpos encontrados enfileirados em uma rua do Morro do Mendanha. Morreram Sinara Monteiro da Costa, 16 anos, Rayane Kelrry Silva, 15, Mylleide Morgana Lagário de Lima, 19, e Ana Kelly Martins, 19 anos.

Os principais acusados são dois adolescentes de 17 anos de idade, e Paulo Henrique Carmo Silva, de 21 anos. Eles foram presos no dia 20 de março. A Polícia investiga a participação de mais um ou dois adolescentes que não foram detidos.