Gol atribui atraso de vôos no RJ à pane de radar na Amazônia

Passageiros no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim queixam-se da falta de informações

Fabiana Cimieri e Alberto Komatsu,

21 Julho 2007 | 13h42

A pane ocorrida no centro de controle de vôos de Manaus (Cindacta-4), na madrugada deste sábado, 21, era a única explicação dada por funcionários da Infraero para o atraso nas partidas e chegadas de quase todos os vôos desta manhã no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim. Até às 13 horas, havia pelo menos 37 vôos atrasados em mais de uma hora, e 14 cancelados.   Os maiores atrasos eram registrados nos vôos da Gol, cuja fila de check-in tinha pelo menos 500 metros. Atletas e membros da delegação uruguaia de taekwondo e triatlo estavam impressionados com o tumulto e a falta de informações.   Os funcionários da Gol espalhados pelo terminal 1 estavam sempre rodeados de passageiros, ansiosos em obter qualquer tipo de informação. Um homem, que não quis se identificar, tinha vôo noturno para Salvador queria saber do atendente da companhia se, diante do tamanho da fila, poderia antecipar o check-in.   "Acho melhor não. A aviação é imprevisível. Pode ser que o vôo atrase, cancele ou não cancele", respondeu o funcionário. A aposentada Ana de Souza Lima, que acompanhava a neta Yasmin, de 9 anos, que voltaria para Brasília depois de passar as férias com os avós no Rio, disse estar indignada com a falta de informações da Gol. "Eles não dizem nada.   É  1 hora, e estou na fila desde às 10 h. O vôo da minha neta está previsto para sair daqui a meia hora, mas até agora ninguém nos confirmou a partida", afirmou.   O telefone de atendimento ao cliente da Gol dizia que não havia previsão e que os atrasos deviam-se à pane do Cindacta-4. No entanto, eles não souberam explicar porque mesmo os vôos em direção ao sul, e que não passam pela área de cobertura do Cindacta-4, estavam sendo afetados.   O Aeroporto Santos Dumont deveria ter iniciado sua operação às 6h20, mas só foi aberto às 9h15 por causa de um nevoeiro, que obrigou os aviões a operarem por instrumentos.   De acordo com a Infraero, três vôos partiram com atraso por causa dessa interrupção e outros nove vôos foram cancelados. A Infraero suspendeu todas as decolagens para o Aeroporto de Congonhas a partir das 11h20. A operação para o aeroporto paulista estava programada para ser retomada às 14 horas.

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