Governador é acusado de usar panfleto apócrifo contra rival

PF apreende helicóptero e material em que Ricardo Coutinho era acusado de ter ''pacto com o diabo''

Andrea Jubé Vianna, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2010 | 00h00

Ao chegar à Paraíba, na quarta-feira, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, deparou-se com uma situação inusitada: viu o governador José Maranhão (PMDB), candidato que disputa a reeleição, acusado das mesmas práticas "do submundo da política", como disseminação de boatos e distribuição de panfletos apócrifos, que, segundo o comando da campanha da presidenciável Dilma Rousseff, arrastaram a petista ao segundo turno da disputa com o adversário tucano José Serra.

No mesmo dia em que o petista chegou à João Pessoa, o juiz eleitoral do município de Patos determinou à Polícia Federal (PF) que apreendesse o helicóptero alugado pela campanha de Maranhão, que estaria lançando panfletos difamatórios contra seu adversário, Ricardo Coutinho (PSB), sobre as ruas da capital e em algumas cidades do interior do Estado.

Deslocamento garantido. O coordenador jurídico da campanha do peemedebista, Fábio Carlos Lima, afirmou ao Estado que "a Polícia Federal não encontrou nenhum panfleto no helicóptero". Ele já protocolou o pedido para liberar o veículo, que garante ao candidato José Maranhão visitar até sete municípios num único dia de campanha, enquanto Ricardo só se desloca de carro.

Panfletos sem a identificação do autor apreendidos no primeiro turno da campanha advertiram o eleitor que Ricardo "tem pacto com o demônio" e o acusam de práticas satânicas, por causa de esculturas que ele colocou nas entradas de alguns bairros da capital, quando comandava a Prefeitura de João Pessoa.

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