Governo adia mudanças para solucionar a crise aérea no País

Medidas anunciadas três dias após o acidente da TAM, em julho, foram adiadas para julho de 2008

23 Outubro 2007 | 09h27

Enquanto a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defende a privatização dos aeroportos do País e a CPI do Apagão Aéreo do Senado pede o indiciamento de 23 servidores da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), outras medidas que poderiam solucionar a crise aérea são adiadas pelo governo.   CPI pede indiciamento de 23 servidores da Infraero e da Anac Chuva fecha Santos Dumont; Congonhas opera por instrumentos Dilma quer privatizar aeroportos Zuanazzi diz que fica e Jobim evita polêmica Especial sobre a crise aérea    Anunciadas no dia 20 de julho - três dias depois do maior acidente da história da aviação civil, com 199 mortos - as providências de médio prazo para o setor aéreo anunciadas pelo Conselho de Aviação Civil (Conac), foram adiadas em até um ano e se transformaram em pendências.   A necessidade de análises "adicionais" sobre a localização do terceiro aeroporto de grande porte em São Paulo levou o Conac a adiar o prazo de conclusão do estudo para abril.   Outras duas medidas do governo ficaram para 2008, ambas na área mais estratégica. A apresentação do Plano Aeroviário Nacional, que faria uma revisão da política de tarifas e decidiria sobre investimentos nos aeroportos, foi adiada de janeiro para julho. E o projeto de Política Nacional de Aviação Civil, que daria as grandes diretrizes para atender as demandas futuras, passou de novembro para maio de 2008.   Balanço da gestão   Há três meses no cargo e escolhido para solucionar a crise aérea, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, evitou na segunda-feira, 22, fazer um balanço de sua gestão, mas disse que está "cumprindo as metas". Segundo ele, o terceiro aeroporto em São Paulo não vai resolver a crise aérea "de imediato". "A escolha de opções de sítios ficou adiada. Neste tipo de escolha, não se pode anunciar (os locais que estão em discussão). Se identificar, os preços (na região) explodem. Estamos examinando os sítios e na semana que vem vamos discutir a questão da localização da terceira pista de Guarulhos." Entretanto, ele já sabe que a obra não sairá tão fácil: ainda é necessário definir como será a remoção de mais de 5 mil famílias.   Os atrasos na busca de soluções para o caos aéreo ocorrem também na área política. Jobim tinha a expectativa de aprovar até o fim deste mês os nomes dos novos diretores da Anac, mas até agora apenas um passou pela votação no plenário do Senado. Outros três estão na fila para serem sabatinados na Comissão de Desenvolvimento e depois terem seus nomes apreciados pelos 81 senadores. "Cada dia com sua agonia."

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