Governo alega critérios da competência e diversidade

Já os beneficiados com vagas nos colegiados se dizem representantes da sociedade, qualificados para exercer a função

Daniel Bramatti e Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

14 Março 2011 | 00h00

O governo estadual e pessoas contempladas com cargos em conselhos de administração de estatais negam a existência de apadrinhamento político e afirmam que o critério para a escolha é o da competência técnica.

Em relação ao fato de estatais terem conselheiros com formação profissional de áreas distintas daquela em que a empresa atua, o governo afirma que a diversidade é um fator positivo.

"A composição dos conselhos de administração leva em conta, além das competências técnicas e experiências individuais dos seus membros, a representação de diferentes setores de governo, de forma a propiciar o ajuste da visão setorial com as diretrizes mais amplas de investimentos e prioridades da administração", afirma nota da assessoria do Palácio dos Bandeirantes.

"É necessário ter entre os integrantes (dos conselhos) quadros capazes de permitir a integração e a comunicação das ações das empresas no âmbito das diretrizes de investimentos e prioridades do governo do Estado", prossegue a nota.

O cineasta João Batista de Andrade, ex-secretário estadual de Cultura, afirmou que está no conselho da Dersa "como cidadão". "Fiz quatro anos do curso de engenharia. Só não fiz o quinto por causa do golpe militar."

O ex-ministro da Justiça José Gregori, conselheiro da Emae, disse ter formação "policromática" como político, técnico e advogado, o que o qualificaria para o cargo. Para ele, os conselhos devem ter multiplicidade de representação, não apenas especialistas com visão unificada.

A ex-vereadora Soninha Francine afirmou não ter a "menor dúvida" de que é apta para contribuir com o conselho da Cetesb. "Sou militante na área de meio ambiente há muitos anos. Aliás, a experiência como vereadora me fez conhecer a administração pública de maneira ampla e profunda", afirmou.

O ex-secretário Almino Affonso, do conselho do Metrô, disse estar habituado com o tema. "Fui secretário dos Negócios Metropolitanos no governo Montoro. O Metrô ficava subordinado à pasta. Era uma relação direta."

Afif Domingos e Alberto Goldman não se pronunciaram. Cláudia Toni não quis comentar a sua escolha para o conselho da Emae. O Estado não conseguiu contato telefônico com Elizete Rossoni, mas deixou recado com sua família e por e-mail.

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