Governo de SP diz que aumento de gastos é justificável

O governo paulista concluiu que o aumento de 16% nas despesas com passagens e locomoção no primeiro bimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2010 nas secretarias estaduais teve como principais causas o custeio de aluguel de automóveis, que quase dobrou em relação ao ano passado, e a elevação em 40% nos gastos com vale-transporte a servidores.

, O Estado de S.Paulo

12 Março 2011 | 00h00

Os dados foram informados pelo secretário da Casa Civil, Sidney Beraldo, após o governador Geraldo Alckmin pedir explicações sobre os aumentos a todas as secretarias. O Estado publicou reportagem na segunda-feira sobre o aumento de gastos.

Segundo o secretário, os gastos da máquina estadual "estão perfeitamente sob controle". "Aquilo que verificamos são perfeitamente justificáveis e o governo estará atento para reduzir gastos", afirmou.

Beraldo informou que as despesas com aluguel de carros subiu de R$ 2,827 milhões no primeiro bimestre de 2010 para R$ 4,138 milhões nesse início de ano. O aumento, afirma, é justificado pela terceirização da frota da Fundação Casa e de outros órgãos de governo.

De acordo com nota enviada ao Estado pela Casa Civil, o aumento nos gastos com locação de automóveis "não deve ser analisado isoladamente" porque a medida por resultar "em economia de custos para a administração pública". Apesar de questionada pelo Estado, a secretaria não detalhou quais seriam essas economias e em que setores.

"Além da diminuição da frota oficial, houve alteração em contratos de locação que permitiu que o veículo fosse dirigido por um funcionário próprio, dispensada a contratação de motorista. Essa medida resultou na redução de gastos no item "outras despesas com transportes"", afirma a secretaria em nota.

Com relação aos gastos com vale-transporte, Sidney Beraldo apontou aumento de R$ 9,8 milhões em 2010 para R$ 13,8 milhões em 2011. "O servidor tem um teto para onerar seu salário com custo de passagem, que é 6%. O que ultrapassar isso o Estado tem de subsidiar. O pagamento é obrigatório, em cumprimento à lei", afirmou.

Na nota enviada ao Estado, o governo afirma que "não há qualquer contradição entre os gastos e a orientação do governador de contenção das despesas correntes". "Na verdade, as variações apontadas pelo jornal (O Estado de S.Paulo, em reportagem publicada na segunda-feira, dia 7) são perfeitamente compatíveis com a boa gestão e as ações em áreas prioritárias do governo, como segurança e educação", afirma o texto.

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