'Governo sério, do bem, é o que dá continuidade a obras'

ENTREVISTA

, O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2010 | 00h00

Marconi Perillo, candidato do PSDB

O PMDB e o PT acusam o senhor de prometer muito e não fazer. Por quê?

Não é verdade. Eu recebi o governo, em 1999, com mais de mil obras iniciadas pelo PMDB, e paradas por falta de dinheiro. Encontrei R$ 200 milhões de débitos no Crisa, o Consórcio Rodoviário Intermunicipal, e na Celg S/A havia uma dívida de R$ 1,287 bilhão, o equivalente a 4,52% da receita da empresa.

O que isso representa?

Para se ter uma ideia, em valores atualizados a dívida somaria o equivalente a R$ 8 bilhões. E ainda houve o agravante da privatização da Usina de Cachoeira Dourada e seus recursos, na época quase US$ 1 milhão, haviam sido pulverizados. Tivemos muitas surpresas. O BEG tinha uma dívida de R$ 1 bilhão (o Banco do Estado de Goiás foi arrematado na Bolsa de Valores do Rio, pelo Itaú S/A por R$ 665 milhões). Todo dia, uma surpresa. A venda da Usina de Cachoeira Dourada gerou endividamento da Celg S/A. E os escândalos? O escândalo da Astro-Gráfica, o desvio de R$ 5 milhões da Caixego. Tinha mais 80 estradas paradas, folhas de salários atrasadas.

Então o senhor pegou um Estado endividado e sem dinheiro no caixa?

Quando assumi pela primeira vez, em 1999, Goiás era o Estado mais endividado do Brasil. Na época, eram necessários quase quatro anos da arrecadação para pagar a dívida. Equilibramos as finanças, construímos subestações e fizemos 1,3 quilômetro de extensão em redes de energia elétrica. Construímos estradas e hospitais, reformamos escolas, pagamos precatórios alimentícios. Há 20 anos não se pagava precatório em Goiás. Agora, mais uma vez, vamos terminar as obras iniciadas porque governo sério é o que dá continuidade às obras. E o nosso governo será do bem, ancorado em princípios éticos e cristãos. Mas os outros não são assim.

Apesar de tudo, o senhor pretende voltar a governar Goiás?

Fiz um governo de inclusão, voltando para os mais pobres, e não foi um governo de boca pra fora. Por aqui, cobravam imposto até de rapadura. São acusados de perseguir, e muito, os comerciantes. Nosso governo tem como meta dar dignidade ao cidadão. Prometi erradicar a pobreza e vai acontecer por meio dos programas de inclusão social. Vamos investir em educação, nas creches para as mães que trabalham fora, em escolas de tempo integral, nas escolas com cursos técnicos, e no crescimento do processo de industrialização para gerar emprego e renda.

O senhor terminou o primeiro turno com mais de 46% dos votos válidos, uma vantagem de quase 300 mil votos. Mas pesquisas indicam empate técnico com Iris Rezende, do PMDB, neste segundo turno (na semana passada, pesquisa Ibope apontava 48% para o tucano e 44% para o adversário). O que o senhor acha que pode ter ocorrido?

Tem instituto de pesquisa que não consegue aprender com os erros. Já conhecemos estes institutos desde 1998. Mas, quando chegou o dia da eleição, vencemos. Agora mesmo estão divulgando resultados de pesquisas falsas. Aqui em Goiás nós já conhecemos a "metodologia"das pesquisas. Mas não vamos acomodar nem ignorar. E se todos os prefeitos, deputados e vereadores forem à luta venceremos o adversário e os institutos de pesquisas.

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