Greve de empresa de ônibus afeta 96 mil pessoas em São Paulo

A São Paulo Transportes (SPTrans) colocou novamente em operação na zona oeste da capital a operação Paese (Plano de Apoio entre as Empresas e Situação de Emergência), em razão do 2º dia consecutivo de greve da Viação Villa-Lobos, que atende a mais de 96 mil pessoas na região. São 72 ônibus que foram colocados em circulação para atender as 14 linhas feitas pelos 140 carros da empresa parada. A greve continua apesar de, no final da tarde desta quinta-feira, os grevistas terem aceitado a proposta dos representantes da empresa e haverem se comprometido a retornar ao trabalho hoje. Os funcionários da empresa protestam contra o atraso no pagamento dos salários. De acordo com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores, os ônibus só devem voltar a circular normalmente amanhã. De acordo com a SPTrans, a empresa já entregou à Prefeitura pedido para ser desativada. Ainda segundo a SPTrans, aos poucos, todas as linhas feitas pela Vila Lobos e parte dos funcionários da empresa vão passar para outras duas viações de São Paulo. Entre as 14 linhas feitas pela Villa-Lobos estão: Ceasa - Terminal das Bandeiras; Jardim Colombo - Praça Ramos de Azevedo; Parque Continental - Anhangabaú; Ceasa - Largo da Concórdia; USP - Praça da Sé; Vila Anastácio - Metrô Paraíso; Pinheiros - Praça Ramos de Azevedo; Jardim Jaqueline - Terminal Bandeiras; e Vila Sônia - Praça do Correio. Os problemas financeiros enfrentados pela Viação Villa-Lobos não são um caso isolado. Na semana passada, funcionários da Sambaíba, uma das maiores empresas de transporte da zona norte, pararam durante algumas horas. Também houve ameaça de greve na Via Sul, que opera nas zonas sul e leste da cidade. Em nota, o sindicato das empresas de ônibus informou que o sistema passa por "graves dificuldades financeiras em razão do desequilíbrio contratual com a Prefeitura". A Secretaria Municipal dos Transportes rebateu dizendo que está rigorosamente em dia com as empresas. Até os vereadores resolveram entrar em cena cobrando explicações do secretário Frederico Bussinger. Na tarde desta quinta-feira, membros da Comissão de Trânsito e Transporte recolheram assinaturas e conseguiram aprovar a convocação do secretário para o dia 7 de março. "Está uma confusão geral e quem paga é a população. Agora, o secretário terá de falar em plenário", disse o vereador Adilson Amadeu (PTB), presidente da comissão.

Agencia Estado,

24 Fevereiro 2006 | 11h07

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