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‘Greve-geral’ da polícia tem só atos isolados

O Estado de S. Paulo

21 Maio 2014 | 22h 43

Sete Estados registraram manifestações, mas nenhuma passou de 500 participantes; Rio teve mais adesão, com parte do atendimento afetado

A prometida greve de policiais civis em todo o País por melhores condições de trabalho teve nesta quarta-feira, 22, baixa adesão e passeatas pontuais. A Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) dizia ter apoio para a paralisação em 13 Estados, mas só sete tiveram manifestações. As passeatas reuniram cerca de 1,2 mil agentes, ao todo. No Rio, Minas, Espírito Santo e Bahia, o atendimento ao público foi afetado, mas casos urgentes foram registrados.

A tentativa de paralisação fracassou na capital paulista. De 20 distritos policiais pesquisados pelo Estado, só um não trabalhava em plena capacidade nesta quarta: o 8.º DP (Brás), que, no entanto, fazia o atendimento básico. "Aqui em São Paulo, a gente já tinha noção de que não ia dar certo", diz o presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp), João Batista Rebouças da Silva Neto.

No Rio, o movimento foi mais forte. Os policiais fizeram duas manifestações. A primeira reuniu apenas seis agentes, na frente da Chefia de Polícia Civil. À tarde, 300 policiais seguiram para a Cidade da Polícia e chegaram a interromper o trânsito nos dois sentidos da Avenida Dom Hélder Câmara, no bairro Jacaré, na zona norte.

A paralisação teve mais efeito em delegacias da zona sul, em bairros como Copacabana, Gávea, Botafogo e Leblon. Nas delegacias desses bairros, diligências foram suspensas e somente ocorrências graves foram registradas, como agressões, roubos violentos, violência doméstica e homicídios.

A professora universitária Manuela Dolinsky, de 41 anos, teve um cheque fraudado e tentou registrar a ocorrência na 12.ª DP (Copacabana). Foi orientada a voltar hoje. "Sacaram R$ 15 mil da minha conta. O banco exigiu boletim de ocorrência para fazer o ressarcimento, mas querem que eu espere mais um dia. Entendo a legitimidade da greve, mas de alguma maneira a população sempre acaba lesada."

Em Brasília, cerca de 500 policiais civis tiveram apoio de agentes federais em uma passeata na Esplanada dos Ministérios. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal, Flávio Werneck, as carreiras policiais precisam ser modernizadas.

Policiais também fizeram passeata em Belo Horizonte. Cerca de cem manifestantes percorreram as principais vias do centro e fecharam o trânsito na Praça 7 de Setembro, onde foram queimados caixões simbolizando o enterro da segurança pública no País. A Polícia Civil afirmou que em Minas houve apenas "paralisações pontuais".

O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol-MG), Denilson Martins, afirmou que o protesto é para exigir a votação de projetos relativos à área e à profissão que tramitam no Congresso, como o que unifica as carreiras policiais. Martins disse que pode haver um "apagão de segurança pública" durante a Copa se os projetos não forem votados.

Nesta quinta-feira, 23, policiais militares e bombeiros planejam um protesto na frente da Assembleia Legislativa cobrando a "retomada da autoridade policial". O ato foi idealizado após o assassinato do soldado da PM André Luiz Lucas Neves, de 27 anos, morto ao trocar tiros com assaltantes no dia 16.

Protestos. Em Rondônia, o atendimento não foi afetado, mas cerca de 200 policiais participaram de uma marcha no centro de Porto Velho por melhores condições de trabalho.

No Espírito Santo e na Bahia, os sindicatos da categoria orientaram os policiais que permanecessem nas unidades atendendo somente os casos emergenciais. As capitais de Alagoas, Amazonas e Paraíba, Amazonas e Alagoas tiveram manifestações com menos de 20 pessoas. O atendimento nas capitais destes Estados foi normal. / LUCIANO BOTTINI FILHO, THAISE CONSTANCIO, CLARISSA THOMÉ E MARCELO PORTELA

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