Grupo invade carceragem da polícia no Rio e liberta 28 presos

Seis homens armados com fuzis entraram no local vestidos como policiais e renderam agentes na zona norte

Agência Brasil,

29 Novembro 2009 | 16h06

A invasão a uma carceragem da Polícia Civil na manhã deste domingo, 29, resultou na fuga de 28 presos, na zona norte do Rio de Janeiro. Segundo a própria polícia, um grupo de seis homens armados com fuzis e vestidos como policiais civis chegaram à Polinter (departamento responsável por captura e custódia de presos) do Grajaú às 10h, supostamente levando um preso.

 

Na hora, apenas dois agentes da Polícia Civil faziam a guarda dos cerca de 150 presos na carceragem. O grupo armado mostrou um ofício falso e o suposto preso, que estava algemado, e entrou no prédio. Em seguida, eles renderam os agentes e dirigiram-se às celas. Com um alicate, abriram os cadeados de cinco celas e libertaram 30 presos.

 

Dois dos detentos chegaram a sair das celas com o grupo de fugitivos, mas depois desistiram e ficaram no próprio prédio da Polinter. Outros três foragidos foram capturados logo em seguida, nas proximidades.

 

Segundo o coordenador de Controle de Presos da Polinter, Orlando Zaccone, a ação dos criminosos mostra uma falha no sistema de recebimento de presos pelas carceragens e disse que é preciso repensar os mecanismos de segurança.

 

"O que estamos repensando agora é que vamos ter que criar mecanismos de segurança, principalmente nas nossas carceragens, para tentar evitar outras ações desse tipo. O que ficou hoje provado é que, pelo menos em relação a isso, nossa segurança não funcionou. A intenção agora é a gente pensar novos procedimentos, onde mesmo que uma pessoa se apresente na carceragem vestida com uniforme da polícia, mesmo trazendo uma pessoa algemada e documentos em mãos, tudo isso não vai ser autorizativo para ingresso desses policiais, de verdade ou não, nas unidades", disse.

 

De acordo com Zaccone, é possível que os criminosos quisessem libertar um preso específico, mas ainda não se sabe quem. A polícia já está montando operações para recapturar os 25 fugitivos, que são de comunidades como Mangueira e Jacarezinho.

Mais conteúdo sobre:
Rio violência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.