Homem é resgatado de cisterna após quase 35 horas em MG

Segundo o Corpo de Bombeiros, idoso está em bom estado de saúde e, aparentemente, sem nenhuma fratura

Ítalo Reis e Eduardo Kattah, estadao.com.br e O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2008 | 18h24

A equipe de resgate do Corpo de Bombeiros conseguiu resgatar no início da noite desta terça-feira, 28, o operário José Francisco da Silva, de 63 anos, que ficou preso dentro de uma cisterna por quase 35 horas, numa chácara de Igarapé, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo os bombeiros, o operário, que recebeu os primeiros socorros no local, está em boas condições de saúde e, aparentemente, sem nenhuma fratura.    De acordo com o Corpo de Bombeiros, Silva apresentava algumas escoriações, principalmente na perna que ficou presa sob a pedra dentro do poço, e foi levado de helicóptero para o Hospital João XXIII, na capital mineira, onde passará por exames detalhados. Para conseguir tirá-lo do local, os bombeiros trabalharam na fragmentação da rocha, num ritmo de trabalho lento para garantir a segurança de Silva e do soldado que o acompanhava.   Por volta de 8h30 da segunda-feira, o operário efetuava uma escavação na cisterna quando deslocou uma pedra, fazendo com que duas manilhas do poço desabassem. De acordo com o comandante dos bombeiros, coronel Cláudio Teixeira, a parte frontal do corpo de Silva ficou preso pela pedra, com peso calculado entre 400 e 500 quilos. "A parte dos destroços das manilhas escoraram o corpo dele por trás", explicou.   Uma bomba de sucção teve de ser instalada para evitar que o nível da água subisse na cisterna. O poço tem 85 centímetros de diâmetro e 23 metros de profundidade. Conforme os bombeiros, a operação foi complicada devido ao espaço estreito e a posição em que Silva estava. O trabalho dos bombeiros foi prejudicado pela chuva que atingiu Igarapé no período da tarde.   Operário é beijado pela mulher logo após ser resgatado   A pressão e a respiração do operário, que permaneceu o tempo todo consciente, precisaram ser monitoradas. Os bombeiros utilizaram cilindros de oxigênio para melhorar a respiração no fundo do poço. Os trabalhos foram acompanhados à distância pela mulher da vítima, Maria do Carmo Soares da Silva, de 56 anos, e sete dos oito filhos do casal. "Eu sempre falei que esse trabalho é perigoso, ainda mais que era uma cisterna que não foi ele que fez", observou, aliviada, Maria do Carmo.   Atualizado às 21h53 para acréscimo de informações

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