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Homens armados depõem diretoria da Escola de Samba Portela

Agencia Estado

29 Abril 2003 | 20h 01

A diretoria da Portela, tradicional escola de samba do Rio, foi deposta nesta terça-feira pela força das armas. De manhã, um grupo de 20 homens, parte deles armada, invadiu a quadra da escola em Madureira, na zona norte do Rio, e anunciou a novidade: o bicheiro Carlos Teixeira Martins, o Carlinhos Maracanã, não era mais o presidente da Portela, cargo que ocupa há 33 anos. Durante todo o dia, um churrasco foi oferecido aos moradores do bairro, regado à cerveja e samba. O caso foi registrado na 29ª Delegacia Policial (Madureira). A briga entre a antiga administração, que pede a reintegração de posse, e os dissidentes está agora na esfera da Justiça. De acordo com a assessoria da Portela, os homens chegaram ao local por volta das 10 horas e perguntaram ao porteiro se havia alguém armado na escola. Diante da resposta negativa, teriam afirmado pertencer à polícia e ordenaram que o portão fosse aberto. O barracão da Portela, na zona portuária, onde são construídos os carros alegóricos usados no carnaval, também foi tomado. No muro da quadra, o grupo colocou uma faixa com os dizeres ?Agora a Portela voltou para a comunidade?. A polícia esteve no local, mas não interveio. ?A Portela não ganha nada há 30 anos, e a comunidade, aqui, não tem vez?, afirmou o funcionário público aposentado Jorge Valentim, de 50 anos, o Jorjão, que à tarde circulava pela quadra. Ele acusa Maracanã de ter abandonado a Portela e fechado a escola para a comunidade de Madureira.

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