Honda mira ao menos 25% do mercado de pequenos jatos executivos

A Honda Motor espera conquistar pelo menos 25 por cento do mercado mundial de jatos executivos de pequeno porte logo depois de entregar sua primeira aeronave no ano que vem, e há planos para entrar nos mercado brasileiro e chinês antes do que o previsto, disse um executivo da companhia.

CHANG-RAN KIM, REUTERS

30 Janeiro 2012 | 13h20

A terceira maior fabricante de carros do Japão e maior nome do mundo em motocicletas e motores, está nos últimos passos para conseguir uma certificação do Hondajet, de 4,5 milhões de dólares. A previsão é aumentar o ritmo da produção para 80 por ano no primeiro semestre de 2013.

A Honda recebeu mais de 100 encomendas do jato de sete lugares em três dias após começar a aceitar pedidos, em 2006, prometendo turbinas mais silenciosas, uma eficiência de combustível 20 por cento maior que a dos concorrentes e custos operacionais menores.

A companhia não revelou um número atualizado de encomendas, mas o presidente-executivo da Honda Aircraft Company, com sede na Carolina do Norte, disse já ter um backlog de cerca de três anos, feitos por meio de representantes na América do Norte e na Europa.

"Estou muito otimista com nossas perspectivas", declarou Michimasa Fujin, que deu início à incursão da Honda no setor aeroviário, em 1986, a um pequeno grupo de jornalistas na sede da Honda em Tóquio, nesta segunda-feira.

"Estamos fazendo com a HondaJet o que a Civic fez com os carros dos Estados Unidos a partir da década de 1960. Nossos concorrentes ainda estão produzindo com tecnologia dos anos 1990", afirmou, em referência ao Cessna, da Textron, e à Embraer, que agora domina o mercado de jatos executivos de pequeno porte, estimado em 200 aeronaves por ano.

O Civic, conhecido por confiabilidade e durabilidade, sempre esteve entre os carros mais vendidos nos EUA desde seu lançamento em 1973, forçando gigantes como General Motors a fabricarem carros que atendessem às normas cada vez mais rigorosas de emissão do país.

Os planos da Honda de fabricar aviões remontam ao icônico fundador, Soichiro Honda. O HondaJet fará da companhia a única fabricante de carros do mundo a produzir o próprio avião.

O motor vem de uma joint-venture com a General Electric. A Honda Aircraft buscar gerar lucro a partir de 2018, segundo Fujino.

O setor de jatos executivos deve se recuperar neste ano após a crise econômica mundial ter prejudicado as vendas nos últimos três anos.

Apesar de o mercado de jatos executivos de pequeno porte ser tradicionalmente limitado à América do Norte e à Europa até agora, Fujino disse ter recebido uma ligação por semana da China, tanto de potenciais compradores quanto de revendedores.

O interesse vindo do Brasil, Índia e Oriente Médio foi maior do que ele previa.

"Neste momento queremos nos focar em entregar as encomendas que já temos, mas eu gostaria de entrar no Brasil e na China mais cedo do que o planejado", disse, sem especificar um prazo. A demanda em países emergentes pode elevar o mercado mundial de "jatinhos" para 300 por ano, estimou o executivo.

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