Horário de verão começa hoje

À meia-noite, relógio deve ser adiantado em 1 hora em 10 Estados e no DF; meta é economia de 5% de energia

Lola Félix e Jones Rossi, O Estadao de S.Paulo

13 Outubro 2007 | 00h00

Começa hoje à meia-noite o horário de verão, que se estenderá por 126 dias, até 16 de fevereiro. Nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, os relógios devem ser adiantados em uma hora. Como nos dois últimos anos, a mudança vai abranger, além do Distrito Federal, os Estados de São Paulo, Rio, Minas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O horário de verão tem como objetivo diminuir o consumo de energia durante este período do ano. Na prática, a iluminação pública começa a ser utilizada mais tarde, reduzindo o consumo de energia. Este ano, o Ministério de Minas e Energia prevê uma economia de 2 mil megawatts, algo em torno de 4% a 5% no consumo de energia durante o horário de pico, que vai das 18 às 21 horas. A economia equivale à produção de três turbinas da Usina de Itaipu, no Paraná. No horário de verão 2006-2007, a economia foi de 1,9 mil megawatts, abaixo dos 2,5 mil megawatts poupados no verão 2005-2006 e dos 2,8 mil megawatts de 2004-2005. No ano passado, porém, o horário de verão durou apenas 112 dias. É a 37ª vez que o horário de verão é utilizado no Brasil. Adotado pela primeira vez em 1931, só passou a funcionar continuamente a partir de 1985. Desde a década passada, os Estados das Regiões Nordeste e Norte passaram a ficar de fora do horário de verão, por receberem mais luz natural. A justificativa é de que a economia de energia não seria significativa nessas regiões. A Bahia foi incluída pela última vez no verão 2002-2003. O horário de verão também é adotado em outros países, incluindo Rússia e Estados Unidos. Na América do Sul, Chile, Uruguai e Paraguai utilizam a medida. RELÓGIO BIOLÓGICO Neurologistas confirmam que o horário de verão provoca alterações no relógio biológico, uma vez que o corpo tem de se adequar à rotina imposta pelo relógio. No entanto, dependendo do organismo, essa adaptação pode demorar dias ou até mesmo semanas. Segundo a bióloga Yara Fleury Van der Molen, especialista em sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o corpo e o cérebro podem estranhar a luz até mais tarde. "Muitas pessoas relatam certa dificuldade em pegar no sono durante o horário de verão", diz a especialista. Outras reclamam que não acordam na hora certa, uma vez que as manhãs são mais escuras. Isto se traduz em outras queixas, como irritabilidade, fadiga e sonolência durante o dia. Algumas pessoas chegam a ter hábitos alimentares alterados.

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