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Ibama rejeita plano de ações da Samarco

Órgão considerou que documento é 'genérico' e 'minimiza todos os impactos ambientais da ruptura da barragem' em Mariana

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Luísa Martins,
O Estado de S. Paulo

28 Janeiro 2016 | 22h51

BRASÍLIA - O Ibama rejeitou, nesta quinta-feira, 28, o plano de ações emergenciais apresentado pela mineradora Samarco no dia 18 de janeiro, por considerá-lo "genérico" e por "minimizar todos os impactos ambientais da ruptura da barragem". A empresa deverá entregar uma nova versão até o dia 17 de fevereiro.

Na semana passada, a presidente do Ibama, Marilene Ramos, já havia criticado o documento, afirmando que era "pouco propositivo" e que estava "aquém" do ideal. A Samarco, cujas sócias são a Vale e a BHP Billiton, é a responsável pela barragem de Fundão, que rompeu no dia 5 de novembro, causando um "tsunami" de lama que devastou distritos de Mariana (MG) e provocou sérios danos ambientais ao Rio Doce.

De acordo com a nota técnica do Ibama, as ações têm pouco embasamento metodológico e científico. Além disso, a empresa não estimou prazos para cumpri-las, o que impossibilitaria o acompanhamento das metas.

"O diagnóstico dos danos é extremamente superficial", afirma a nota do Ibama. O órgão critica, por exemplo, o fato de a Samarco não citar quais espécies de fauna e flora foram afetadas, quais estão em risco de extinção e quantas têm distribuição restrita nos locais atingidos pela lama. "Em relação aos impactos sobre os organismos aquáticos, verifica-se a tendência a subestimar o problema, inclusive se omitindo completamente em relação ao volume e a diversidade de peixes encontrados mortos ao longo da bacia do Rio Doce".

A Samarco afirmou que os pontos de aprimoramento sugeridos vão ser incorporados ao documento.

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