Ibama veta animais em desfile de escolas de samba, diz MPF

Ao 'Estado', presidente da Tom Maior disse querer levar jaguatirica sem pedir autorização ao órgão

Wladimir D'Andrade, Agência Estado

02 Março 2011 | 13h10

SÃO PAULO - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou ao Ministério Público Federal (MPF) que a escola de samba paulistana Tom Maior ainda não fez nenhum pedido para a utilização de animais silvestres no desfile de sexta-feira, mas já avisou que uma eventual solicitação será recusada imediatamente. A informação foi divulgada hoje pelo MPF, que cobra explicações da agremiação sobre o assunto.

A Tom Maior tem até o final do dia de hoje para deixar claro se pretende ou não levar uma jaguatirica e um outro bicho para o Sambódromo do Anhembi. Para o Ibama, conforme informações do MPF, a exposição dos animais no desfile "configuraria, sem sombra de dúvidas, uma grave situação de maus-tratos, ato ilícito pela Lei de Crimes Ambientais".

Em reportagem publicada no último dia 17 pelo Estado, o presidente da escola, Marko Antonio da Silva, disse que queria levar à avenida uma jaguatirica e um outro animal, uma suçuarana ou um lagarto, mas que não considerava pedir autorização ao órgão ambiental por temer que ela fosse recusada. "A ideia é não falar, porque eles não vão autorizar e vão estragar nosso feito", afirmou, segundo a reportagem.

Hoje, Silva não quis se pronunciar a respeito do imbróglio e afirmou que a resposta ao MPF é uma "decisão interna" da Tom Maior. Tanto a jaguatirica quanto a suçuarana são animais ameaçados de extinção. A escola fará uma homenagem a São Bernardo do Campo (SP) no desfile deste ano e convidou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para participar da apresentação.

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