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Identificadas vítimas de desabamento de fábrica em Sorocaba

José Maria Tomazela, de O Estado de S. Paulo

21 Dezembro 2012 | 09h 12

Sete pessoas faleceram no acidente; os corpos foram liberados para os velórios que acontecem nos salões de duas empresas funerárias da cidade

SOROCABA - As sete pessoas que morreram no desabamento do muro de uma antiga fábrica de tecidos na noite desta quinta-feira, 20, em Sorocaba, já foram identificadas. Os corpos foram liberados para os velórios que acontecem nos salões de duas empresas funerárias da cidade.

 

A remoção dos escombros, que soterraram quatro carros e uma moto, só foi concluída às 4h desta sexta-feira, 21. A rua Comendador Oeterer, no centro da cidade, onde ocorreu o acidente, continua interditada.

 

O desabamento aconteceu durante forte chuva, no horário de pico, quando muitas pessoas voltavam das compras de Natal - nesse período, o comércio na região central funciona até as 22h.

 

O trânsito estava praticamente parado quando o muro veio abaixo e a maior parte das vítimas estava dentro dos carros. A estrutura de tijolos antigos e maciços tinha dez metros de altura e não tinha vigas ou outro tipo de sustentação. Parte do muro continua em pé e será examinada hoje por técnicos a serviço da Defesa Civil, que decidirá se vai haver necessidade de demolir o que sobrou.

 

O conjunto fabril, inaugurado em 1913, é tombado pelo patrimônio histórico municipal. O prédio estava em processo de restauração para abrigar o shopping Pátio Cianê. A empreendedora lamentou o acidente e informou que as causas serão apuradas. Segundo a empresa, a obra estava licenciada e era acompanhada por uma empresa especializada em restauração.

 

As vítimas

 

Morreram no desabamento Humberto Dias Ferreira, 53 anos, taxista; Samantha Bianca da Conceição, 24 anos, assistente administrativa; Rayner Alves, 28 anos, vigilante; Nhayara Pamela Airola, 25 anos, auxiliar administrativa; Tiago Alves Siqueira, estudante (criança que não teve a idade confirmada); Evelin Cristina Siqueira, 30 anos, dona de casa; Adilson Nunes Filho, 35 anos, médico. O prefeito Vitor Lippi (PSDB) decretou luto por três dias.

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