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Imagens mostram homenagem de Bernardo à madrasta no Dia das Mães

O Estado de S. Paulo

22 Abril 2014 | 09h 47

Garoto foi morto no dia 4 de abril; pai, madrasta e amiga são acusados pelo assassinato

Um vídeo publicado na internet pelo Colégio Ipiranga, onde o menino Bernardo Boldrini estudava, mostra a criança fazendo uma homenagem à madrasta no Dia das Mães em 2011. Nas imagens, o garoto aparece sorrindo segurando um cartaz com o apelido da madrasta Graciele Ugulini. O garoto foi morto no dia 4 de abril e enterrado em um matagal em Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul. O pai, Leandro Boldrini, a madrasta e a amiga Edelvânia Wirganovicz são acusados pelo crime.

No Dia dos Pais do ano passado, Bernardo também aparece em imagens divulgadas pela escola. Ele e os colegas fazem uma coreografia. A mensagem diz: 'papais, hoje neste dia especial das suas vidas, queremos lhes dar o nosso abraço, nosso beijo e desejar a maior felicidade que um pai pode ter. Aliás, precisamos falar o quanto nós estamos felizes por sermos seus filhos e ter em você um amigão para todas as horas."

Aulas. Os colegas do menino Bernardo Uglione Boldrini voltaram às aulas no Colégio Ipiranga, em Três Passos (RS), nesta terça-feira, 22, depois de um período de três dias de luto e dos feriados da Semana Santa e Tiradentes. Antes do reinício das atividades, às 7h30, os estudantes foram reunidos no pátio para uma homenagem ao garoto, que tinha 11 anos e frequentava o sexto ano do ensino fundamental.

O diretor da escola, Nelson Weber, disse que Bernardo deixou o exemplo de um olhar positivo para a vida, mesmo diante das dificuldades que passava. O colégio contratou uma psicóloga para acompanhar professores e alunos nas próximas semanas.

Bernardo desapareceu no dia 4 de abril. O corpo foi encontrado no dia 14, enterrado em um matagal, em Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de Três Passos. A polícia prendeu a madrasta, Graciele Ugulini, a assistente social Edelvânia Wirganovicz e o pai, Leandro Boldrini, como suspeitos do crime. A investigação apurou que o garoto era rejeitado pela madrasta, sofria com o descaso pai e havia pedido à Justiça para morar com outra família. Por acordo proposto pelo pai e aceito por Bernardo no início deste ano, haveria uma tentativa de reaproximação familiar. Foi nesse período que o menino foi assassinado.

Assassinato. De acordo com o depoimento de Edelvânia à polícia, o assassinato de Bernardo foi planejado pela madrasta sem o conhecimento de Leandro. "Ele não sabia, mas, futuramente, ele ia dar graças de se livrar do incômodo, porque Bernardo era muito agitado", teria ouvido da madrasta do menino. A única certeza da polícia até o momento é que o médico tentou ocultar o crime. Sua participação efetiva, porém, ainda é dúvida.

A delegada que preside o inquérito do caso, Caroline Bamberg, pediu a quebra do sigilo bancário do trio. Isso porque Edelvânia disse ao depor que precisava de R$ 96 mil para quitar seu apartamento e acertara com Graciele o recebimento do valor para ajudar no crime - em um primeiro acordo, a promessa era de R$ 20 mil. A polícia quer saber se a quantia foi movimentada pelo trio.

"Era muito dinheiro, e não teria sangue nem faca, era só abrir um buraco e ajudar a colocar dentro o menino", disse Edelvânia à polícia. Se o dinheiro saiu da conta conjunta do casal, isso pode implicar Leandro no planejamento da ação. Segundo Edelvânia, do dinheiro prometido, apenas uma pequena parte, R$ 6 mil, lhe foi entregue.

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