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Independente vs. Mancha Verde: dois mortos

Agencia Estado

23 Fevereiro 2003 | 07h 21

Depois de se envolver em um confronto com integrantes do Bloco Pavilhão 9 no sambódromo do Anhembi na noite deste sábado, contenda que resultou na morte de uma pessoa, a Torcida Inedepende do São Paulo, aproveitou o retorno do desfile para passar na sede da Mancha Verde, do Palmeiras, onde se envolveu em novo conflito. Armados de porretes, os são-paulinos enfrentaram violentamente os palmeirenses, durante pouco menos de meia hora. Ao final, várias pessoas ficaram feridas e duas morreram no Hospital das Clínicas. A nova briga aconteceu por volta das 23h30 da noite de sábado, quando os 18 ônibus que transportavam torcedores e sambistas daquela agremiação, deixaram o sambódromo. A PM escoltou os coletivos até a Ponte do Limão. Dois deles seguiram em direção ao centro da cidade, pela Av. Marquês de São Vicente. Na esquina com a Av. Dr. Abraão Ribeiro fica a sede da Mancha Verde. Um dos motoristas conta que, durante todo o percurso, ao avistar torcedores palmeirenses, o pessoal da Independente começou a insultá-los e mandou que ele parasse o ônibus, para que pudessem descer, mas ele não os obedeceu. A situação se agravou quando um veículo acompanhou o ônibus e seus ocupantes, palmeirenses, passaram a trocar ameaças com o são-paulinos. Já estavam bastante próximo à sede da Mancha Verde e os dois motoristas foram obrigados, sob ameaça, a parar os coletivos. Armados com porretes, alguns dos quais com pregos na ponta, os torcedores desceram e passaram a agredir os rivais, que também se armaram para enfrentá-los. Houve disparos, mas ninguém foi atingido. Pouco depois chegou a polícia e pôs fim ao conflito. Dentre dezenas de feridos, dois estavam em estado grave, com traumatismos. Mauro Roberto Costa, de 23 anos, da Independente, e Dhiogenes Fernandes Ventura, de 20, da Mancha Verde, morreram ao dar entrada no pronto socorro do Hospital das Clínicas. A polícia deteve cerca de 60 pessoas, todas da Torcida Independente. Aos poucos, os detidos foram sendo liberados, pois não foi possível determinar quem agrediu as duas vítimas fatais. Diretores da torcida são-paulina, entre eles seu presidente, também foram levados pela polícia ao 23º DP - Perdizes e poderão ser responsabilizados pelo conflito e até indiciados por homicídio doloso.

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