Indiciado na terça, Lessa se diz alvo de ''perseguição''

Ronaldo Lessa, CANDIDATO DO PSB AO GOVERNO DE ALAGOAS

Vannildo Mendes, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2010 | 00h00

Ronaldo Lessa diz que seu indiciamento põe a Polícia Federal sob "suspeição de perseguição política", por trazer dano à sua candidatura, e lembra que o PDT, da base aliada do governo, pediu providências ao Ministério da Justiça. A PF diz que agiu dentro da lei e não pauta sua atuação pelo calendário eleitoral.

O senhor sofreu dano no 1º turno com base na Lei da Ficha Limpa. Agora como define ação da PF que o indiciou no 2º turno?

Eu me sinto vítima de perseguição política. O TRE impugnou minha candidatura em razão de um processo com trânsito em julgado. E olha que a motivação foi por eu ter anunciado aumento para os professores alagoanos em plena disputa municipal de 2004. Fui carimbado de ficha-suja por meu adversário, que propalou no Estado inteiro que minha candidatura deixaria de existir. Só na reta final do primeiro turno, o TSE me inocentou, constatando minha ficha limpa.

E o indiciamento?

Não sou citado nesse processo que envolve a construtora Gautama, mas o delegado da PF resolveu me indiciar, sem me ouvir, o que configura comportamento sob suspeição. Meu adversário, que foi pronunciado pelo Ministério Público Federal, fruto da Operação Navalha, explorou o episódio, que desequilibra a disputa democrática.

O presidente Lula e sua candidata Dilma Rousseff não vieram a Alagoas prestigiar sua candidatura. A que se deve a ausência?

No 1.º turno, houve duas candidaturas integrantes da base de sustentação do governo federal. Mas o presidente gravou participações para o guia eleitoral da nossa coligação. Gravamos juntos, dialogando sobre os caminhos de Alagoas.

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