Índio pede voto em bairro onde houve confronto

Nove dias depois do confronto entre militantes petistas e tucanos no calçadão de Campo Grande, zona oeste do Rio, o deputado Índio da Costa (DEM), candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB), realizou uma caminhada no local. O policiamento foi reforçado. No momento em que o candidato e 30 cabos eleitorais passavam por uma banca onde havia petistas reunidos, os policiais se posicionaram entre os dois grupos. O militantes trocaram provocações, mas sem contato físico.

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2010 | 00h00

Sob calor de mais de 35 graus, Índio entrou em lojas, falou com populares e segurou crianças no colo. A tarefa do candidato é difícil. A candidata Dilma Rousseff (PT) mantém vantagem ampla de votos na zona oeste. A vendedora Júlia Valim, de 22 anos, ouviu do candidato as promessas do aumento do salário mínimo para R$ 600 e de instalação de uma escola técnica na região. Ela achou o deputado simpático, mas esquivou-se ao ser questionada por ele se poderia contar com o voto dela. "Disse para ele passar aqui depois da eleição que eu conto", brincou.

Índio foi ciceroneado pela recém-eleita deputada estadual Lucinha (PSDB). Coordenador de campanha tucana na zona oeste, o servidor municipal Sebastião Luiz Nascimento, de 45 anos, disse que as últimas pesquisas eleitorais não abalaram a militância. "Sabemos da vantagem da candidata do governo. Estamos otimistas, mas com o pé no chão", afirmou. Antes de encerrar a caminhada e seguir para Bangu, Índio fez discurso e disse que, em sondagem feita pela campanha, a diferença entre Dilma e Serra seria de 4 pontos.

Médico. A Academia Nacional de Medicina aprovou moção de solidariedade ao médico Jacob Kligerman, que atendeu Serra no dia 20, após o tumulto em Campo Grande. A entidade declarou estar "indignada com a falsa acusação" feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nota, a Academia afirma que Kligerman "é um dos acadêmicos mais respeitados por seu valor profissional" e que o médico "sempre pautou sua atividade profissional no respeito aos direitos de seus pacientes e no mais rigoroso cuidado com a ética médica". O presidente da entidade, Pietro Novellino, afirmou que a Academia é apolítica. / COLABOROU BRUNO BOGHOSSIAN

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