Inocêncio: ''A recebi por dever''

O 2.º vice-presidente e corregedor da Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), afirmou ontem que Maria Aparecida Carbognin, a Cida, esteve em seu gabinete não para fazer lobby, mas para depor em uma investigação oficial da Casa. "Não conheço, nunca vi ou falei com essa senhora antes. Só a recebi por dever de parlamentar", afirmou o deputado. Convocada pela Corregedoria da Câmara para depor no caso de um parlamentar -Talmir Rodrigues (PV-SP), de cujo gabinete partiu um telefonema para o presídio de Valparaíso, no interior de São Paulo -, Cida, segundo relatou Inocêncio, pediu audiência ao seu gabinete em abril passado, para se explicar. "Ela se apresentou como dirigente de uma ONG que luta pela humanização de presos", disse Inocêncio. "Eu a recebi de forma transparente, como faço com qualquer representante de entidade social." O presidente da CPI dos Grampos, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), confirmou a versão de Inocêncio e disse desconhecer qualquer dado concreto das investigações que vincule parlamentares com o PCC. A CPI aprovou requerimento para convocação do advogado do PCC Sérgio Wesley, apontado pelo MP como operador financeiro da facção. Ele é suspeito de negociar a compra de equipamentos para captar ligações entre policiais de São Paulo.

Vannildo Mendes, O Estadao de S.Paulo

30 Agosto 2008 | 00h00

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