Interno é morto por outros dois pacientes em clínica de reabilitação de MG

A vítima, que teria agredido os suspeitos, estava sedada e amarrada à cama no momento do assassinato

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

14 Julho 2017 | 18h05

BELO HORIZONTE - Um interno de clínica de reabilitação foi assassinado nesta quinta-feira, 13, por outros dois pacientes em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, a 400 quilômetros de Belo Horizonte. O crime aconteceu em um quarto da clínica, que fica na zona rural, conforme informações da Polícia Militar da cidade. A vítima, Alexandre Felizardo das Neves, de 27 anos, estava sedada e amarrada à cama no momento do assassinato.

Segundo o boletim de ocorrência, Neves discutiu e teria agredido os dois internos pela manhã, durante um surto. No almoço, com a vítima medicada e imobilizada, os dois internos, Carlos Rodrigues Peixoto, de 18 anos, e Diogo da Silva Dantas, de 23 anos, entraram no quarto e o estrangularam. 

Neves foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento da cidade, onde os médicos constataram a morte do interno, identificaram marcas de mãos no pescoço da vítima e chamaram a polícia, que foi até a clínica.

Os policiais fizeram perguntas a internos e levaram Peixoto e Dantas para o interrogatório. Na delegacia, teriam confessado o crime e foram presos em flagrante. Ainda conforme informações da Polícia Militar, o coordenador e o proprietário da clínica, chamada Quintino Psiquiatria, Álcool e Drogas também deverão ter atribuída responsabilidade no crime, ainda que por omissão. 

Neves era de Coromandel, onde mora a sua família, município que fica a 120 quilômetros de Patos de Minas. A PM informou ainda que o procedimento adotado de sedar e imobilizar o interno é rotina na clínica em casos de surto.

A clínica, em nota, relatou o que foi descrito no boletim de ocorrência da PM e disse que abriu sindicância interna para apurar responsabilidades. O texto diz ainda que dos dois internos que teriam cometido o assassinato, um, o de 18 anos, estava internado por decisão judicial, e que ambos tinham passagens pela polícia. A reportagem não conseguiu contato com a família da vítima, em Coromandel.

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