Jader: votação supera ''com folga'' abaixo-assinado pela lei

Três dos beneficiados pelo julgamento de ontem do Supremo Tribunal Federal (STF) comemoraram a recuperação de seus mandatos no Senado, que haviam perdido no ano passado por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "O Supremo repôs juridicamente o respeito à Constituição, reconhecendo a soberania popular manifestada em outubro nas urnas", festejou Jader Barbalho (PMDB-PA), que fora declarado inelegível em dezembro.

, O Estado de S.Paulo

24 Março 2011 | 00h00

Numa comparação em tom de desafio, Jader afirmou ter recebido 1,8 milhão de votos, número que disse superar "com folga" as assinaturas colhidas a favor do projeto de iniciativa popular que propôs a Lei da Ficha Limpa.

O ex-governador João Capiberibe (PSB-AP), cassado em 2004 após acusação de compra de votos, emitiu nota para saudar a decisão que lhe garante o mandato de senador e o de sua mulher, Janete, à Câmara. "É uma luz de esperança que se acende para que retomemos nossos mandatos", afirmou, declarando que, "independentemente de voltar ao Congresso", não descansará enquanto não "desmascarar toda a farsa montada" que cassou seu mandato.

"Louvado seja Deus! Saberei honrar este mandato", comemorou em sua página no Twitter o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que vai recuperar sua vaga no Senado. Cunha Lima vai ocupar a cadeira deixada por Wilson Santiago (PMDB-PB) - que apostava na tese de que, "por justiça", seu "mandato não seria ameaçado".

Também frustrada na expectativa de continuar no Senado, Marinor Brito (PSOL-PA), que terá sua cadeira tomada por Jader, fez ontem um desabafo no plenário. Garantiu que não vai "arredar pé" da luta contra a corrupção e lamentou a repercussão da decisão do Supremo.

"Vamos lutar contra todos os corruptos, contra os Jader Barbalhos, os Rorizes, os Paulos Maluf porque eles nada de bom acrescentam ao País", afirmou. Ela se disse "decepcionada" com a decisão do ministro Luiz Fux, que, na sua opinião, teria sinalizado na sua sabatina no Senado que seguiria a decisão da Justiça Eleitoral quando disse que "a Justiça não pode ficar de costas para a intencionalidade da lei".

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