Juiz baleado no Rio diz que tiro partiu de policial

Por nota, magistrado falou que é 'aterrador' ver um agente público disparar contra inocentes 'com intenção de matar'

Talita Figueiredo / RIO, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2010 | 18h46

O juiz federal do trabalho Marcelo Alexandrino da Costa Santos, baleado no último sábado com o filho de 11 anos e a enteada de 8 durante uma blitz da Polícia Civil na estrada Grajaú-Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, afirmou nesta quarta-feira, 6, que os tiros partiram dos policiais.

A primeira versão dos agentes era a de que os tiros teriam partido de bandidos que estavam em um veículo que fugia da blitz. Os policiais envolvidos na operação foram afastados e estão respondendo a inquérito na Corregedoria de Polícia.

Em nota divulgada pelo hospital onde ele está internado, Santos afirmou que "nada há de mais aterrador do que a imagem de um agente público, que de nós deveria cuidar, disparando arma de fogo, com a intenção de matar, contra um casal de bem e suas crianças inocentes apenas para satisfazer seu desejo de exibir um poder que, fora dos limites legais, simplesmente não existe". O juiz agradeceu a solidariedade de todos e pediu orações para sua família.

Santos continua internado no Hospital Pasteur. Ele foi atingido no tórax e seu estado de saúde é estável. A enteada e o filho continuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Cardoso Fontes e o estado de saúde deles é grave.

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