Juiz ouve testemunhas da morte do filho de Cissa Guimarães

Em julho de 2010, Rafael Mascarenhas foi atropelado dentro do Túnel Acústico, no Rio, em trecho que estava fechado

Marcela Gonsalves, Central de Notícias

29 Março 2011 | 19h40

SÃO PAULO - Testemunhas do atropelamento de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, foram ouvidas nesta terça-feira, 29, pelo juiz Rodrigo José Meano Brito, da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. O acidente que matou o jovem aconteceu no dia 19 de julho do ano passado, dentro do Túnel Acústico, que liga a Gávea à Barra da Tijuca.

Entre as testemunhas de acusação estavam três amigos da vítima, que andavam de skate com ele no momento do acidente, e um funcionário da Comlurb, em serviço na ocasião. Dois dos amigos afirmaram ter certeza de que os veículos estavam apostando corrida no momento do atropelamento. Segundo eles, o carro dirigido por Rafael Bussamra e um Honda Civic atravessaram a passagem de emergência do túnel e foram para o sentido que estava fechado. O carro de Bussmara teria atingido Mascarenhas na pista durante uma tentativa de ultrapassagem.

Também foram ouvidas seis testemunhas de defesa, entre elas André Liberal de Almeida, que estava no carro com Bussamra na hora do acidente. Almeida contou que, quando viram Rafael Mascarenhas, este não teve tempo de se proteger, e não dava mais tempo de frear. Ele disse que eles não sabiam que o túnel estava fechado naquela direção.

Ainda de acordo com Almeida, os carros pararam pouco depois do túnel e ele pediu para Bussamra chamar uma ambulância. Depois de rodarem por um tempo, o pai e o irmão do motorista foram encontrar-se com eles, conversaram com os policiais e chamaram um reboque para levar o carro, que tinha sido abandonado em um posto de gasolina. Almeida disse não saber o que foi conversado entre a família Bussamra e os policiais.

O juiz marcou a continuação da audiência para o dia 16 de junho, quando serão ouvidas mais cinco testemunhas.

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