Juízes federais de SP querem usar colete à prova de bala

Doze dos 16 juízes federais do Fórum Criminal de São Paulo pediram coletes à prova de bala à Justiça Federal. Os magistrados estão preocupados com o aumento da violência e com os atentados a juízes e promotores por parte do crime organizado. Os primeiros juízes a pedirem os coletes foram Luiz Renato Chaves de Oliveira e Toru Yamamoto, da 3ª Vara Criminal Federal. Oliveira foi quem decretou a prisão preventiva dos 19 dirigentes do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus da capital e Yamamoto é quem vai julgar o processo contra eles por formação de quadrilha, crimes contra a organização do trabalho e coação de testemunhas. Pediram também a compra do equipamento as juízas Raecler Baldresca, Silvia Maria Rocha e Adriana Pileggi de Soveral, da 1ª, 2ª e 8ª Varas Criminais, respectivamente, e os juízes João Carlos da Rocha Matos e Alexandre Cassettari, ambos da 4ª Vara, Silvio Luis da Rocha e Alessandro Diaféria, da 5ª, Fausto Martins de Sanctis e Hélio Egídio Nogueira, da 6ª, e Caio Moisés de Lima, da 7ª Vara. O juiz Oliveira, da 3ª Vara, disse ao Estado que o pedido para compra dos coletes não foi motivado pela chegada de algum processo em especial, mas pela ?situação de insegurança do momento?. ?A adoção do uso de coletes não vai resolver a situação, mas é uma das formas para diminuir esses riscos?, explicou o juiz, que é faixa-preta de full contact (ele foi campeão paulista e brasileiro amador, em 1992) e de jiu-jítsu (campeão paulista de 1996). Os primeiros juízes federais a pedirem coletes à prova de bala foram os de Guarulhos, por causa de processos sobre narcotráfico. Cada colete deve custar, em média, R$ 1.500,00.

Agencia Estado,

13 Junho 2003 | 23h40

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