Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Jungmann diz que situação no RN está segura e decreto de calamidade 'não muda nada'

Operação Potiguar III garantiu ao Estado a presença de 2,8 mil homens do Exército desde o último dia 29; segundo o ministro, não há previsão de aumento de efetivo

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2018 | 12h55

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou neste sábado ao Estadão/Broadcast que o decreto de calamidade na segurança pública do Rio Grande do Norte “não muda nada” no trabalho que está sendo feito no Estado. Segundo o ministro, o Exército restabeleceu a segurança no Rio Grande do Norte. “O Estado está seguro pelo Exército. A segurança está conosco e a situação está normal”, completou. 

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A Operação de Garantia da Lei da Ordem (GLO) no Estado, denominada de Potiguar III, garantiu ao Rio Grande do Norte a presença de 2,8 mil homens do Exército desde o último dia 29. Segundo o ministro, não há previsão de aumento de efetivo. 

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No último dia 1º, quando apresentou um balanço dos primeiros dias da operação no Estado, Jungmann afirmou que a segurança proporcionada pela presença das Forças Armadas pode ser comprovada na festa da virada do ano nas ruas. “Nós prometemos trazer tranquilidade, trouxemos. Nós prometemos restaurar a ordem, ela está restaurada”, disse o ministro na ocasião.

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Jungmann ressaltou, no entanto, que o apoio das Forças Armadas é uma situação extraordinária. “As Forças Armadas não podem ficar permanentemente, nem aqui, nem em nenhum outro Estado. Primeiro, porque a Constituição não permite. Em segundo lugar, o custo é muito elevado”, destacou. “Nós sabemos que existem outros custos, mas esta [segurança pública] é uma atribuição do estado do Rio Grande do Norte e compete ao estado restaurar de forma permanente”, destacou o ministro. 

 

O Estado tem atravessado uma crise financeira e com o decreto de calamidade  na segurança pode pleitear mais recursos. Durante a coletiva no dia 1º, o ministro da Defesa anunciou que o governo federal liberou R$ 225 milhões para o Rio Grande do Norte para que salários atrasados fossem quitados.

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