Júri de padres acusados de pedofilia é suspenso pela 2ª vez em AL

Promotoria solicitou vídeo que mostra sacerdote tenda relação sexual com coroinha da igreja de Arapiraca

Ricardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

22 Julho 2011 | 19h38

MACEIÓ - Um pedido de diligência e a ausência de uma testemunha foram suficientes para o juiz João Luiz Azevedo Lessa, da Infância e da Juventude de Arapiraca (AL), suspender mais uma vez o julgamento dos padres Luis Marques Barbosa, Raimundo Gomes e do padre Edilson Duarte. Os sacerdotes são acusados de pedofilia no envolvimento sexual com três coroinhas da Igreja Católica da cidade.

O julgamento foi retomado nesta sexta-feira, 23, depois de iniciado e suspenso no último dia 8 de julho pela ausência de uma testemunha de acusação. Desta vez a suspensão foi motivada porque a Promotoria Pública solicitou as gravações do vídeo onde são mostradas imagens de uma relação sexual entre Luiz Marques Barbosa e o coroinha Fabiano Ferreira, de 21 anos.

Além de Fabiano, também se dizem vítimas dos padres os coroinhas Cícero Flávio Barbosa e Anderson Farias. No primeiro dia do julgamento eles apareceram e reafirmaram as denúncias que fizeram contra os padres. Eles dizem esperar que seja feita justiça e que os religiosos paguem pelo crime que cometeram. Disseram também que foram muito prejudicados com tudo que aconteceu, após as denúncias.

Antes de suspender a audiência de instrução e o julgamento, o juiz ouviu os depoimentos das últimas testemunhas de acusação e de algumas testemunhas de defesa. Entre os depoimentos de acusação, o mais contundente foi o de um caminhoneiro que trabalhava como motorista do padre Luis Marques Barbosa. Segundo ele, o religiosos era carinhosos com os coroinhas, mas não dava para saber se ele abusava dos garotos.

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