Justiça concede liminar e animais apreendidos voltam ao circo

Entre bichos levados pelo Ibama durante operação estão elefantes, girafas, macacos, rinoceronte e hipopótamo

Vannildo Mendes, O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2008 | 21h25

A Justiça Federal concedeu liminar nesta quarta-feira, 13, que obriga o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a devolver ao circo Le Cirque os animais apreendidos na terça-feira, durante a Operação Arca de Noé. Entre os animais apreendidos estão duas girafas, elefantes, pôneis, macacos e bichos exóticos, como hipopótamo e rinoceronte.   Em pior estado, devido a maus-tratos, segundo auto de infração emitido pelo Ibama contra o circo, um hipopótamo e dois macacos foram levados para o Zoológico de Brasília no mesmo dia, numa operação marcada por tumulto e pancadaria, diante da resistência de empregados da empresa e tratadores dos animais.     Os demais seriam removidos nesta quarta, depois de dopados, para evitar o estresse do traslado. Mas a decisão judicial impediu a continuidade da operação e o circo, instalado desde 24 de julho no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, a cerca de três quilômetros da Esplanada dos Ministérios, voltará a exibir normalmente seus animais nos espetáculos.   A liminar foi concedida pela 9.ª Vara da Justiça Federal na noite da operação, mas chegou aos interessados, entre os quais o Ibama, tarde: o órgão já havia mandado os dois chimpanzés - Tyson e Jeder - para Centro de Recuperação de Grandes Primatas (GAP), em Sorocaba, onde eles começaram um programa de reabilitação.   Confinados numa jaula que os deixa com freqüência estressados, segundo o laudo do Ibama, os dois macacos tiveram os dentes arrancados para evitar acidentes com tratadores ou populares. Mas a justiça considerou que os animais não são maltratados e suas condições de alojamento não trazem risco à segurança ou à saúde pública.   Além de exigir o retorno imediato dos animais, o advogado do circo, Luiz Sabóia, entrará com ação de indenização contra a União e estuda processar o Ibama por abuso de autoridade.

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