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Justiça decreta prisão preventiva de acusados pela morte de cinegrafista

O Estado de S. Paulo

20 Fevereiro 2014 | 19h 53

Tribunal de Justiça recebeu denúncia do Ministério Público; Caio Silva de Souza e Fábio Raposo deverão continuar detidos até o julgamento, caso não tenham habeas corpus

RIO - O 3.º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Estado do Rio recebeu nesta quinta-feira, 20, a denúncia do Ministério Público contra Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza, acusados de ter acionado o rojão que atingiu o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade durante manifestação no centro do Rio em 6 fevereiro. Andrade morreu na semana passada.

A decisão também converteu a prisão temporária dos acusados em prisão preventiva. Agora, eles deverão continuar detidos até o julgamento, caso não seja concedido habeas corpus. Barbosa e Souza vão responder por crimes de explosão e homicídio doloso triplamente qualificado.

O advogado dos acusados, Jonas Tadeu Nunes, disse que só vai se pronunciar depois que tiver acesso à decisão. Nesta quarta, o criminalista Wallace Martins, auxiliar de Nunes, disse que pretendia ingressar com pedido de habeas corpus caso a Justiça decretasse a prisão preventiva de seus clientes. Ele vai defender a tese de que os dois foram negligentes ao acender o rojão, mas que não tinham a intenção de matar.