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'Justiça é que vai provar alguma coisa', diz Abdelmassih antes de embarque

Bruno Ribeiro e Joana Lopes - O Estado de S. Paulo

20 Agosto 2014 | 14h 10

Grupo de vítimas do médico condenado por estupro contra 37 mulheres irá ao Aeroporto de Congonhas para receber o capturado

Atualizado às 14h35

FOZ DO IGUAÇU - Antes de embarcar no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, no Paraná, o ex-médico Roger Abdelmassih disse apenas que "a Justiça é que vai provar alguma coisa". A Polícia Civil de São Paulo aguarda sua chegada ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, entre as 15h e as 16h desta quarta-feira, 20.

Abdelmassih foi preso nesta terça-feira, 5, em Assunção, no Paraguai. Ele fará exame de corpo de delito no próprio Aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade, antes de seguir para o Presídio de Tremembé, no interior do Estado.

O médico passou a noite sob custódia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu e vem em um jato da própria PF até a capital paulista. Deve desembarcar, fazer exame de corpo de delito no ambulatório do aeroporto e voltar à pista, onde entrará em um carro da Polícia Civil.

"Vamos fazer um boletim de ocorrência de captura, como é com qualquer preso comum", disse o delegado Osvaldo Nico Gonçalves. Na delegacia, as impressões digitais do médico também serão colhidas.

Um grupo de vítimas do médico marcou de recepcioná-lo na porta da delegacia da Polícia Civil. O delegado afirmou que reforçará a segurança para evitar alguma tentativa de vingança contra o médico, condenado em 2010 por 56 casos de estupro contra 37 mulheres.