Justiça manda soltar filho de desembargadora pego com 130 kg de maconha

Breno Borges será encaminhado a clínica psiquiátrica para tratamento

Lucia Morel, Especial para O Estado

24 Julho 2017 | 21h21

CAMPO GRANDE - Preso desde abril em penitenciária da cidade de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, o empresário Breno Fernando Solon Borges, de 37 anos, deve ser encaminhado para tratamento psiquiátrico em clínica do Estado.

Ele é filho  de Tânia Garcia de Freitas Borges, desembargadora e presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, e foi preso ao ser pego com 130 kg de maconha e 199 munições de fuzil calibre 762.

Breno estava com a namorada e um funcionário no momento do flagrante, que ocorreu em 8 de abril na rodovia BR-262, em Água Clara, no sudeste de Mato Grosso do Sul. O trio foi preso em operação programada, depois que, em fevereiro, Breno foi detido na mesma rodovia com uma pistola 9 milímetros pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Depois de ser preso em abril, a defesa buscava a liberação de Breno por meio de habeas corpus, que foi concedido pela primeira vez em julho pelo desembargador Ruy Celso Barbosa Florence. A PF pediu sua prisão preventiva, concedida em primeira instância, mas derrubada na última sexta-feira, 21, desta vez pelo desembargador de plantão, José Ale Ahmad Netto.

Com o habeas corpus da última sexta-feira, o empresário deixará de responder a processo pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Ele terá de ser internado em clínica psiquiátrica para tratamento de transtorno borderline. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do empresário. 

 

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