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Justiça ordena que irmã de Bernardo fique com tia materna

Lucas Azevedo - Especial para o Estado

27 Abril 2014 | 15h 25

Os pais, Leandro Boldrini e Graciele Ugulini, estão presos e perderam a guarda do bebê, que é disputada pelas famílias

PORTO ALEGRE - A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou o pedido do Ministério Público e determinou que o bebê de um ano e seis meses, irmã do menino Bernardo Boldrini, 11, assassinado em Frederico Westphalen, no noroeste gaúcho, em 4 de abril, fique com a tia materna.

A ordem foi dada neste sábado, 26, um dia depois de a promotora da Infância e Juventude da cidade gaúcha de Três Passos, Dinamárcia Maciel de Oliveira, protocolar uma medida cautelar protetiva para que Leandro Boldrini, de 38 anos, e Graciele Ugulini, de 32, perdessem a guarda da filha. Os dois estão presos, suspeitos de participação no assassinato de Bernardo, junto com a amiga do casal Edelvania Wirganovicz, de 40.

As famílias de Graciele e Leandro disputam a guarda do bebê. Irmão de Leandro, Paulo Boldrini manifestou interesse em ficar com a menina. Ele afirma ter combinado com os Ugulini que se responsabilizaria pela sobrinha. Segundo ele, Simone Ugulini, irmã de Graciele, não teria condições de cuidar da criança. Mãe de um menino, ela estaria desempregada e sem residência fixa. Entretanto,o advogado de defesa da madrasta de Bernardo garante que a tia tem plenas condições de manter a criança.

Na semana passada, o MP pediu à Justiça o bloqueio dos bens de Leandro. "O MP quer evitar que ele possa vir a se desfazer desses bens [a que Bernardo teria direito, já que era herdeiro] para pagar a própria defesa. Entendemos que é imoral que isso aconteça. A vítima não pode financiar a defesa de seu algoz", avaliou Dinamárcia.

Dinamárcia acredita que, mesmo que o casal seja posto em liberdade durante o provável processo, não é seguro para o bebê permanecer sob seus cuidado. "Na companhia deles, ela corre riscos. Não podemos afirmar categoricamente que não pode acontecer com ela [o que ocorreu com Bernardo]. Também sabemos do grande clamor público. As pessoas se tomam por ímpetos agressivos e tendem a praticar algum atentado contra os suspeitos, e, com eles, a criança corre risco."

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