Leandro de Itaquera leva susto no início do desfile e tem de correr para compensar o atraso

O desfile da Leandro de Itaquera teve muita emoção desde o início. Enormes leões do carro abre-alas ficaram com os braços presos nos postes de iluminação da entrada da avenida. Alguns componentes fizeram uma espécie de escada humana para desenganchar. Quando foi solto, toda a escola comemorou como um gol, o que animou mais ainda a avenida. 3.600 componentes, em 26 alas e 5 carros alegóricos, cantaram o samba-enredo "Passarágua do samba orgulhosamente apresenta, as festas e tradições paulistas sobre as águas de um novo Tietê." Além do Rio Tietê, festas populares, como a Paixão de Cristo, de Iemanjá, Expoflora, do Pepino, e do Peão de Barretos, também foram lembradas pela escola. Durante o desfile, um helicóptero cedido à escola espalhou pétalas de rosa por toda a avenida. A medida que o efeito se tornou mais visível, o público aplaudir a escola, que passava por um verdadeiro tapete de rosas. A escola sentiu que teria problemas com o tempo e teve de apertar o passo. Alguns foliões reclamaram que não puderam desfilar devido ao atraso. A ala gay da Leandro de Itaquera entrou bastante desfalcada. Apesar de toda a confusão, a escola acabou dentro do tempo regulamentar. Polêmica A parte final do desfile da Leandro de Itaquera respondeu uma dúvida de todos, se o carro que trazia bonecos do governador Geraldo Alckmin e o prefeito José Serra, além do ex-governador Mario Covas e um grande tucano entraria na avenida. A dúvida começou na quinta-feira, quando o PT entrou com ação na Justiça para vetar a entrada do carro no Anhembi. O argumento petista é de que como a escola recebe dinheiro da Prefeitura para fazer seu desfile, a homenagem ao prefeito e ao governador seria crime eleitoral, já que os dois são pré-candidatos do PSDB à presidência da República. Depois da polêmica o prefeito José Serra declarou que acharia melhor que o carro não fosse para a avenida. Já o presidente da escola da zona leste, Leandro Alves Martins, disse, que "sentia muito, mas faz parte do Enredo". O carro que encerrou o desfile fez uma alusão a despoluição do Rio Tietê, projeto iniciado por Covas e Alckmin. Já Serra é homenageado por patrocinar festas populares como a parada gay e o próprio carnaval. Já o designer gráfico da Rede Globo Hans Doner, que estava no desfile para acompanhar sua esposa Valéria Valesa - destaque da Leandro -, disse que nem sabia da confusão e que carnaval é só festa.

Agencia Estado,

26 Fevereiro 2006 | 05h38

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