Cyneida Correia/Estadão
Cyneida Correia/Estadão

Líderes do massacre, com 28 condenações, continuam em RR

Força Nacional chegou nesta terça, mas remoções ainda não foram atendidas; no AM, foco é em volta da cadeia

Fabio Serapião, ENVIADO ESPECIAL

10 Janeiro 2017 | 21h24

BOA VISTA - O Estado de Roraima recebeu nesta terça-feira, 10, 101 agentes da Força Nacional solicitados oficialmente pela governadora Suely Campos (PP) para ajudar na crise iniciada com a morte de 33 detentos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista. Mas a transferência dos oito responsáveis pelo massacre para presídios federais não avançou.

Juntos, os integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) identificados pelas autoridades de Roraima já foram condenados em 28 processos criminais. Só no processo relacionado à Operação Weak Link, deflagrada em 2014 , a condenação foi a 71 anos de prisão. 

Os oito tiveram a transferência para presídios federais solicitada pelo governo e aguardam liberação do Ministério da Justiça. São eles: Adeilson Eliotério dos Santos (Pato), Janielson Correa Lobato (Gago), Denis Lima Pereira da Cruz, (Peteca), Anderson Monteiro Alves (Gury), Antônio Cláudio da Silva Melo (Tomate), Manoel Morais (Manelão), Douglas Pereira Casusa (Dheizon) e Osvaldo da Anunciação (Picolé). 

Além de duas condenações definitivas na Justiça, Pato foi condenado na Weak Link a 8 anos e 2 meses de prisão pelo crime de organização criminosa. Ele é apontado como responsável pela transmissão de informações e criação de normativas e procedimentos para integrantes da facção que estão dentro e fora do sistema prisional. 

Flagrado em interceptações telefônica, Gury foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão por, segundo a Justiça de Roraima, ser o “caixa do sistema”, responsável pela arrecadação e movimentação dos valores arrecadados com integrantes do PCC em todo o Estado. Dheizon é apontado pela Justiça como responsável pelo controle financeiro e pela movimentação bancária proveniente da arrecadação do PCC na Monte Cristo.

Já Picolé é apontado diretamente por crimes praticados de dentro do presídio. Na sentença da Weak Link, a Justiça ainda apontou as outras quatro lideranças do massacre como “soldados” do PCC em Roraima.

 

 

Segurança. O primeiro avião da Força Aérea pousou em Boa Vista por volta das 10h30 desta terça. O C140 Hércules desembarcou os primeiros 63 agentes da Força Nacional e 5,5 toneladas de equipamentos para auxiliar as polícias estaduais e a manutenção da ordem nos presídios. No local para recepcionar os agentes, o secretário de Justiça de Roraima, Uziel de Castro, afirmou que espera com esse efetivo reforçar a segurança no Estado.

Já em Manaus, o secretário de Segurança do Amazonas, Sérgio Fontes, anunciou no Centro Integrado de Comando e Controle, no bairro Aleixo, que os 99 homens da Força Nacional desembarcados na capital amazonense para reforçar a segurança no Estado vão atuar de forma prioritária no entorno do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e de outras cadeias que sofreram motins. / COLABOROU MARCIA OLIVEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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