Polícia Civil/Divulgação
Polícia Civil/Divulgação

Líderes do massacre em Alcaçuz são transferidos; Exército fica até sábado

Governo afirma que retirou da penitenciária potiguar cinco homens, que foram levados para Rondônia; 26 detentos foram assassinados no local no dia 14 de janeiro

Marco Antônio Carvalho e Rafael Barbosa, Especial para o Estado

31 Janeiro 2017 | 13h36

NATAL - Os cinco presos apontados como líderes do massacre da Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte, foram transferidos na manhã desta terça-feira, 31, para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia. A informação foi confirmada pelo coordenador de Administração Penitenciária, Zemilton Silva.

Desde que foram retirados do Pavilhão 5 de Alcaçuz, os homens estavam sob custódia da Polícia Civil. Nesta manhã, foram encaminhados ao Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), para realizar do exame de corpo de delito, e em seguida levados para a transferência. De acordo com as investigações da Polícia Civil, os cinco comandaram a rebelião que vitimou 26 detentos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no dia 14 de janeiro.

Paulo da Silva Santos, João Francisco dos Santos, José Cândido Prado, Paulo Márcio Rodrigues de Araújo e Tiago Soares já estavam em cela separada desde o dia 16 de janeiro e aguardavam o trâmite judicial para a transferência. Três dos cinco aparecem em uma gravação realizando ameaças contra a facção rival. 

Ordem. O Ministério da Defesa informou nesta terça-feira, 31, que o prazo de encerramento da operação de Garantia da Lei e da Ordem na capital e região metropolitana foi prorrogado até o próximo sábado, 4. Tropas das Forças Armadas estão no Estado desde o dia 20, após uma série de ataques ordenados dos presídios ter assustado a população potiguar. Mais de 1,8 mil homens e mulheres realizam ações de patrulhamento na região. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.