'Liga da Justiça' é denunciada por crimes eleitorais no Rio

Vinte integrantes são acusados de formação de quadrilha armada para 'infiltração em instituições públicas'

Solange Spigliatti, da Central de Notícias,

10 Novembro 2009 | 14h19

Vinte pessoas, entre elas policiais e ex-policiais militares, foram denunciadas nesta terça-feira, 10, pelo Núcleo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (NCCO), por formação de quadrilha armada para a prática de crimes eleitorais.

 

Segundo o Ministério Público, entre os denunciados estão Natalino José Guimarães, Jerônimo Guimarães Filho (Jerominho), Carmen Glória Guinâncio Guimarães (Carminha Jerominho) e Luciano Guinâncio Guimarães.

 

Segundo a denúncia, a partir de 2005, nos bairros da região de Campo Grande, na zona Oeste do Rio, os denunciados associaram-se, "em caráter estável e permanente", para praticar crimes eleitorais. O documento cita que "a quadrilha referida, auto-intitulada 'Liga da Justiça', sempre agiu na busca da infiltração de seus principais responsáveis em instituições públicas, objetivando, com isso, que diversos interesses escusos fossem legitimados e protegidos, prática comum nas organizações criminosas".

 

O comando do grupo, segundo o Ministério Público, era exercido pelos irmãos Natalino e Jerominho. Com a prisão dos dois, porém, a "chefia" passou para os irmãos Luciano e Carminha Jerominho. "Essa última foi ainda escolhida pelo grupo para concorrer ao cargo de Vereador do Município do Rio de Janeiro nas eleições de 2008. Assim, estava garantida a hierarquia familiar e mantido o escopo de se conseguir colocar alguém da quadrilha no Poder Público", afirmam os Promotores na denúncia.

 

O grupo também atuava armado e coagia a população a atender seus objetivos eleitorais. De acordo com a denúncia, nas eleições de 2008, com o intuito de solidificação e expansão dos domínios, os denunciados tentaram alçar Natalino ao cargo de Prefeito do Município de Seropédica, onde eles exercem também as suas atividades criminosas. A candidatura, no entanto, acabou impugnada, pois a inscrição eleitoral foi fraudulenta e houve declaração falsa de domicílio.

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