Livro compara os Rousseff no Brasil e na Bulgária

América Latina e Bálcãs: regiões geograficamente distantes, mas com histórias surpreendentemente semelhantes. Foram esses os palcos em que a trajetória da família Rousseff (Russev, na grafia original) foi encenada - no Brasil, durante a ditadura militar, e na Bulgária, sob o regime comunista. De autoria do correspondente do Estado em Genebra, Jamil Chade, e do jornalista búlgaro Momchil Indjov, o livro Rousseff: A história de uma família búlgara marcada por um abandono, o comunismo e a Presidência do Brasil será lançado amanhã na Livraria da Vila, em São Paulo, às 19 horas. Conta em paralelo as histórias da presidente Dilma Rousseff e de seu meio-irmão Luben-Kamen Russev, a quem ela jamais conheceu pessoalmente.

Lucas de Abreu Maia, O Estado de S.Paulo

14 Março 2011 | 00h00

O livro explica como Dilma e seu meio-irmão búlgaro formaram suas visões de mundo, ambos perseguidos por aparelhos repressores estatais. Enquanto a brasileira foi presa e torturada por se identificar com o marxismo e opor-se à ditadura militar, Luben-Kamen foi perseguido por não apoiar o regime comunista.

"Observar esse paralelo é mapear a tragédia do século 20. Ambos viveram a ditadura, mas cada um de um lado da Cortina de Ferro", explica Chade. Durante as eleições de 2010, o jornalista visitou a cidade de Gabrovo, onde viveu o pai de Dilma.

Indjov, por sua vez, foi o único jornalista a entrevistar tanto Dilma quanto o meio-irmão. "Para traçar a história da família, entrevistamos cerca de dez parentes de Dilma", conta Chade. "Outra parte da pesquisa foi feita pela Prefeitura de Gabrovo, que, à medida que a vitória de Dilma se evidenciava, tentou vendê-la como conquista nacional." A presidente, porém, não quis ser entrevistada para a obra.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.