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Lobista da 'lista de Furnas' é preso em BH

O lobista Nilton Monteiro foi preso em Belo Horizonte acusado de fraudar documentos e assinaturas para tentar extorquir diversos políticos. Monteiro é apontado como um dos autores da chamada lista de Furnas, documento que relacionava 156 políticos de 12 partidos que teriam recebido recursos da empresa para a campanha eleitoral de 2002 e chegou a ser investigado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios. A CPI concluiu que eram falsas as informações. O lobista foi preso na quinta-feira.

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MARCELO PORTELA , BELO HORIZONTE ,
O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2011 | 03h04

A Polícia Civil mineira também apreendeu em sua casa documentos que seriam usados nas extorsões. Conforme o delegado Márcio Nabak, ele montava confissões de dívidas, com as assinaturas das vítimas, para cobrar os valores judicialmente.

A maioria dos processos era referente a dívidas milionárias que ele cobrava por "consultoria" prestada aos políticos e empresários. O Estado obteve cópia de um declaração em nome do ex-presidente de Furnas Centrais Elétricas, Dimas Toledo, no qual ele reconheceria uma dívida de R$ 3 milhões com Monteiro.

Além de Toledo, a declaração cita o advogado Carlos Amodeo, já morto, como devedor de outros R$ 3 milhões. No documento consta que Dimas Fabiano assume a autoria da lista de Furnas e confirma repasses de dinheiro para vários políticos de projeção nacional, principalmente do PSDB.

Nabak disse que foi este documento que levou a Justiça a decretar a prisão preventiva do lobista, pois a perícia teria apontado que as assinaturas são falsas, Amodeo, na época, estava internado em fase terminal por causa do câncer que o matou.

Documentos semelhantes foram usados para cobrar "dívidas" que somam R$ 18,5 milhões de alvos como o secretário de Governo de Minas, Danilo de Castro (PSDB), o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia (PSB) e o ex-governador tucano Eduardo Azeredo.

Todas as vítimas negaram conhecer Monteiro, que ao ser preso se revervou o direito de falar apenas em juízo. Seu advogado também não quis se pronunciar.

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