Mais Médicos: só 47% dos brasileiros se apresentaram

Volume só atende a demanda de 216 municípios e 4 distritos de saúde indígenas, de um total de 453 que solicitaram a vinda de médicos recrutados pelo governo federal

Lígia Formenti,

11 Setembro 2013 | 23h22

Até esta quarta-feira, 511 médicos confirmaram a participação no programa do governo federal, o equivalente a 47% dos 1.096 que haviam se candidatado. A adesão foi suficiente só para atender a demanda de 216 municípios e 4 distritos de saúde indígenas, de um total de 453 que solicitaram a vinda de médicos recrutados pelo governo federal.

O número foi considerado baixo pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mas ele admitiu não ser uma surpresa. "Isso retrata o drama enfrentado pelos municípios para contratar profissionais", disse.

Ele voltou a ressaltar que os postos não vão ficar vagos. "Vamos procurar repor, com brasileiros ou estrangeiros, para garantir atendimento aos milhões de brasileiros que esperam ser atendidos."

Outros 127 médicos brasileiros que se inscreveram solicitaram o desligamento. Parte deles nem sequer se apresentou ao município para o qual havia se oferecido. É esperada para hoje a informação sobre o destino de 458 profissionais que se inscreveram no programa e não constam nem no grupo dos que se apresentaram para os municípios nem dos que se desligaram oficialmente do programa.

O Ministério da Saúde ainda comentou as diversas situações de brasileiros que pediram aos municípios para não cumprir a jornada de 40 horas - houve caso até de quem trabalhou três dias (no Distrito Federal). "Alguns profissionais compareceram, mas quiseram negociar a carga horária, e isso não vamos admitir. Não podemos aceitar quem só quer trabalhar um ou dois dias ou sai de férias três dias após o início", disse o ministro Alexandre Padilha.

Custos. Pelas regras do programa, os bolsistas do Mais Médicos vão receber salário de R$ 10 mil por 40 horas semanais. Os custos com alimentação, moradia e transporte ficarão a cargo dos municípios.

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