Mais um obstáculo para o procurador

A descoberta do encontro secreto entre o ex-governador José Roberto Arruda e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pode interferir em seus planos de continuar no comando do Ministério Público por mais dois anos. Seu mandato termina em julho, e Gurgel já está em campanha aberta para ser reconduzido pela presidente Dilma Rousseff.

Felipe Recondo e Leandro Colon, O Estado de S.Paulo

25 Março 2011 | 00h00

As explicações que Gurgel terá de dar sobre a conversa reservada que manteve com Arruda, pivô do escândalo de corrupção no DF, podem fragilizar seu nome e esvaziar o apoio que teria dos integrantes do MP. Sem esses votos, Gurgel poderia perder a primeira posição na lista tríplice que é feita pela Associação Nacional dos Procuradores da República e encaminhada à Presidência.

Gurgel já enfrenta um embaraço junto ao governo: parte dos problemas enfrentados no Tribunal Superior Eleitoral por Dilma Rousseff na campanha de 2010 é creditada a ele, que indicou a subprocuradora Sandra Cureau para atuar como fiscal do processo eleitoral no TSE. Sandra entrou com sucessivos processos contra Dilma. Integrantes do governo cobraram pulso forte de Gurgel para ele controlar a atuação da subprocuradora.

Antes mesmo desses fatos novos, assessores de Dilma diziam que ela não perderia a oportunidade de nomear a primeira mulher para comandar o Ministério Público, o que aumenta a cotação da vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat. Se for a mais votada na eleição interna do MP, Duprat deverá ser nomeada por Dilma.

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