Mancha Verde leva muita emoção à avenida

Depois de muita polêmica, a Mancha Verde entrou na manhã deste domingo na passarela do Samba em São Paulo. A confusão começou com o artigo 45 do regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, que proíbe as escolas oriundas de times de futebol de desfilarem juntas. O texto prevê, nesse caso, a criação de um novo grupo para que essas escolas desfilem. A liga, porém, já avisou que discutirá no meio do ano a mudança ou não do documento. As duas escolas pediram na Justiça o direito de disputar o título no Grupo Especial, mas apenas a Gaviões da Fiel conseguiu. Apesar de desfilar junto com as agremiações do Grupo Especial, a Mancha Verde já é campeã do novo grupo. Outro problema que a Mancha Verde teve de enfrentar quase tirou a escola da avenida, antes mesmo do início do carnaval. Há três dias dos desfiles, dois carros alegóricos da escola foram destruídos por um incêndio. Ambos estavam na área reservada a eles, no sambódromo do Anhembi. Depois do incêndio, toda a escola se uniu e conseguiram reconstruir os carros. A escola entrou na avenida com 5 carros alegóricos e 24 alas. 400 integrantes cantaram o enredo "Bem aventurados Sejam os Perseguidos por Causa da Justiça dos Homens... Pois é deles o Reino dos Céus". Outro fator que também sensibilizou bastante os componentes da Mancha Verde foi a morte da mãe do presidente da escola, Paulo Serdan, a fundadora Dona Norma Serdan e da diretora da ala das baianas, Carmen de Oliveira, dias antes do carnaval. Desfile Enquanto o dia amanhecia, a Macha Verde entrou na avenida para causar impacto. A encenação da comissão de frente com um ator vestido de Jesus, carregando uma cruz, despertou o interesse de todos para o resto do desfile. A teatralização, que foi o ponto forte da escola, continuou por todo o desfile idealizado pelo carnavalesco Cebola. Um carro alegórico fazia criticas às guerras. Um rapaz ficava na frente de um enorme taque de guerra, tentando impedir seu prosseguimento. A cena remetia ao acontecido na Praça Celestial, na China. Um telão ao lado do carro trazia não só esta cena, como outras tantas de guerra. Em seguida, entrou na avenida o carro dos pacificadores, que traziam dois tanques de guerra brancos com flores no final dos canhões. Entre os, a figura de Buda. O último carro trazia um boneco de Dona Norma com o fantasminha verde, símbolo da torcida, no colo. Viviane Araújo, madrinha da bateria, encerrou o desfile com chave de ouro. Ao contrário do ano passado, quando a escola perdeu quatro pontos por ter estourado o tempo máximo, a Macha Verde passou pela linha final dentro dos 55 minutos permitidos a ela.

Agencia Estado,

26 Fevereiro 2006 | 06h38

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