Adriano Horta - A Tribuna/AE
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Manifestantes tentam invadir sede do governo do Espírito Santo

Agências e lojas foram depredadas e houve confronto com a polícia; 'Eles não procuraram o diálogo, ao contrário, preferiram destruir o patrimônio público', disse o governador Renato Casagrande

Cintia Figueiredo e Clarice Cudischevitch, O Estado de S. Paulo

19 Julho 2013 | 16h10

Manifestantes, a maioria com o rosto coberto, tentaram invadir o Palácio Anchieta, sede do governo do Espírito Santo, na tarde desta sexta-feira, 19, em Vitória. O grupo destruiu vidraças e ateou fogo em uma cortina. Lojas e agências bancárias também foram alvo de vândalos. Houve confronto com a polícia. "Os manifestantes não procuraram o diálogo, ao contrário, preferiram destruir o patrimônio público", disse o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande.

Um protesto contra a cobrança de pedágio teve início quando cerca de 300 manifestantes se concentraram em frente à Assembleia Legislativa por volta das 6 horas e seguiram em direção ao Palácio Anchieta. De acordo com a assessoria do governo, os manifestantes passaram pela Ponte do Pedágio, que faz a ligação entre Vitória e Vila Velha, e quebraram algumas cancelas. Eles chegaram ao Palácio Anchieta por volta das 9h40 e começaram a jogar pedras no prédio histórico.

A polícia respondeu com bombas de efeito moral e dispersou o grupo, que depois seguiu para o Palácio Fonte Grande, sede administrativa do governo. Segundo a assessoria, vândalos arrancaram postes de luminárias e usaram facas para tirar pedras portuguesas das calçadas, na Rua Sete, e arremessavam coquetéis molotov durante a manifestação.

O Batalhão de Missões Especiais da Polícia Militar soltou bombas e alguns manifestantes partiram para o enfrentamento com a polícia, que reagiu atirando balas de borracha. O grupo seguiu pela principal avenida do centro, a Jerônimo Monteiro, por onde quebraram agências bancárias e saquearam lojas, e incendiaram a recepção da Secretaria da Fazenda. Agora os manifestantes estão em processo de dispersão, informa a Secretaria de Segurança, que ainda não tem a extensão dos danos nem informações sobre detidos. Ao menos dois policiais ficaram feridos por pedradas.

As autoridades reforçaram a segurança no entorno do palácio e no centro de Vitória. As linhas de ônibus estão procurando evitar o centro, passando por rotas alternativas. Alguns nem recolhem os passageiros. O Secretário de Segurança, André Garcia, disse que ação de vândalos não será tolerada. "Ação aqui é de polícia. Quem está aqui na frente do palácio não quer diálogo. Não podemos tolerar a depredação do patrimônio público dos capixabas".

Além de pedir o fim da cobrança do pedágio na passagem entre Vitória e Vila Velha, que teve o preço reduzido de R$ 1,90 para R$ 0,80 na semana passada, os manifestantes fazem reivindicações diversificadas, como o passe livre e a volta do sistema aquaviário. Uma mulher chegou a tirar a roupa, alegando que sua casa está em uma área de patrimônio histórico e ela não pode reformá-la.

Uma outra manifestação toma as ruas de Vitória agora à tarde. O sindicato dos professores realiza uma marcha pela educação, que reúne cerca de 1.500 pessoas.

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