Marcha da Maconha Reúne cerca de 1.500 pessoas em SP

Em decisão unânime e com o voto de oito ministros, o STF liberou a realização dos eventos chamados 'marcha da maconha' em São Paulo

Carolina Spillari, estadão.com.br

02 Julho 2011 | 15h26

Cerca de 1.500 pessoas participam da Marcha da Maconha em São Paulo neste sábado, 2, segundo a Polícia Militar (PM). Os organizadores decidiram alterar o trajeto da passeata e ao invés de descerem a Rua Augusta, optaram por seguir pela Rua da Consolação.

 

A lentidão na Avenida Paulista chega a 2,7 km no sentido Consolação em função da Marcha. Está congestionado o tráfego entre a Praça Oswaldo Cruz até o acesso para a Avenida Doutor Arnaldo. A marcha termina na Praça Dom José Gaspar, próxima a Biblioteca Mário de Andrade. Nenhuma ocorrência foi registrada até o momento, informou a PM.

 

Segundo um dos organizadores, o cientista social Marco Magre, é o quatro ano seguido que o movimento tenta se manifestar pelo uso medicinal da maconha e contra a violência e corrupção geradas pelo tráfico de drogas.

 

No último dia 15 de junho, em decisão unânime e com o voto de oito ministros, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a realização dos eventos chamados "marcha da maconha". Conforme o STF, os direitos constitucionais de reunião e de livre expressão do pensamento garantem a realização dessas marchas.

 

Na ocasião, o ministro Celso de Mello apoiou a "a possibilidade da discussão democrática do modelo proibicionista (do consumo de drogas) e dos efeitos que (esse modelo) produziu em termos de incremento da violência".

 

É a primeira vez que a marcha acontecerá em São Paulo, depois da decisão do STF. Os manifestantes carregam cartazes, faixas, megafone e usam música. Há sete anos a Marcha já era realizada em outras capitais brasileiras.

 

O lema da marcha é "Pela regulamentação da maconha, pelo fim da guerra às drogas,

e por uma política de drogas justa baseada nos direitos humanos.

 

Para o cientista social Marco Magre, os problemas gerados pelo tráfico, como a corrupção policial, são maiores do o uso que a maconha em si. Nesse processo, o ônus são as morte policiais, consumidores e envolvidos no tráfico. "Lutamos pelo uso medicinal e queremos ver isso acontecer aqui no Brasil para minimizar o sofrimento dos pacientes que podem fazer uso da planta", disse.

 

Texto atualizado às 18h06

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