Marina teve mais votos em redutos evangélicos, indica mapa eleitoral

Principais palcos da batalha por seu eleitorado serão cidades grandes e médias de SP, MG, RJ e ES onde atingiu mais de 15%

Daniel Bramatti e José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2010 | 00h00

Concentração acima da média na Região Sudeste, nas capitais e arredores e nos municípios com mais de 100 mil habitantes. Essas características se aplicam tanto ao mapa do eleitorado de Marina Silva (PV) quanto ao dos evangélicos brasileiros.

As manchas formadas pelos 1.003 municípios onde Marina teve mais de 15% dos votos válidos (veja mapa ao lado) mostram que, no segundo turno, os principais palcos da batalha por seu eleitorado serão cidades grandes e médias dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.      

 

 

 

 

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    Nesses locais se concentram cerca de 51% dos eleitores evangélicos do País, segundo o Ibope. As amostras de população do instituto revelam ainda que, quanto maior o município, maior a concentração de evangélicos. O padrão de votação de Marina seguiu essa mesma lógica.

Público-alvo. Desde o início da campanha, os fiéis das igrejas protestantes foram alvo prioritário dos estrategistas da campanha de Marina. Na reta final do primeiro turno, o esforço deu resultado. A última pesquisa Ibope mostrou que, entre os evangélicos, Marina chegou a empatar com o tucano José Serra, com cerca de 26% das intenções de voto.

Entre as mulheres evangélicas com renda acima de cinco salários mínimos, o resultado foi ainda melhor para Marina: empate no primeiro lugar com a petista Dilma Rousseff.

Marina teve 83% de seus votos originados nos pouco mais de mil municípios destacados no mapa desta página. Dessas cidades, onde vivem 83 milhões de eleitores, saíram 62% dos votos de Serra e 55% dos de Dilma.

O mapa mostra que Marina teve votação inexpressiva nas regiões Nordeste e Sul - onde, segundo o Ibope, também há baixa concentração de evangélicos.

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