Menina esquecida em carro é encontrada morta em BH

Mãe só constatou que não havia deixado filha em berçário quando voltou do trabalho e foi informada de que criança não estava lá

Alex Capella, Especial para o Estado

18 Dezembro 2014 | 11h54

BELO HORIZONTE - Depois de ter ficado por cerca de cinco horas trancada no interior de um veículo, uma menina de dois anos de idade foi encontrada morta, no início da noite de quarta-feira, 17, no bairro Jaraguá, região da Pampulha, na capital mineira. Segundo a polícia, a criança saiu de casa com a mãe para ir ao berçário, mas foi esquecida no carro. A mãe só constatou que a filha estava no carro quando seguiu para a creche, após o trabalho, e foi informada de que a criança não estava lá.

Em depoimento à polícia, a mãe, de 36 anos, que é técnica em eletrônica, disse que saiu de casa para trabalhar e deixou o carro em um estacionamento, perto do trabalho, como sempre faz. No final do expediente, foi direto para a creche, buscar a filha, quando foi informada que ela não estava no local.

Ao voltar para o veículo, deparou-se com a filha morta. Ainda à polícia, a mulher disse que quem levava a criança diariamente para a escola era o pai, que estava viajando.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado foi por volta das 18h. Dez minutos depois, a equipe de urgência já estava no local, mas a criança já estava morta. A perícia foi feita e o resultado sai em 30 dias.

A mãe foi encontrada em estado de choque. Segundo familiares, a técnica em eletrônica, mãe de outros dois filhos, tem uma rotina estressante que foi agravada pela viagem do marido.

Outros casos. Em menos de uma semana, outras duas crianças morreram após serem esquecidas dentro de carros. Também na tarde desta quarta-feira, uma menina de dois anos foi esquecida pelo pai dentro de um veículo em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. 

Pai da criança, o funcionário público Rodrigo Machado foi autuado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e liberado após pagamento de fiança de R$ 725.

Aos policiais, Machado contou que havia saído do trabalho no horário de almoço para buscar a filha na casa da avó e, depois, deixá-la na escola. No entanto, ele acabou esquecendo da criança, que estava dormindo na cadeirinha, no banco traseiro do carro, e foi direto para o serviço.

Na sexta-feira, 12, Gabriel Martins Alves de Oliveira, de dois anos, foi esquecido dentro do carro de Cláudia Vidal da Silva, que faz transporte escolar de forma irregular na zona norte do Rio de Janeiro. A criança sofreu insolação depois de passar duas horas no interior do veículo.

A polícia desmontou a versão da motorista, que declarou que havia passado mal e ficado desacordada nesse período, mas investigadores descobriram que ela foi a um salão fazer as unhas, deixando intencionalmente a criança sozinha no veículo. 

A dona do salão e a manicure que atendeu Cláudia prestaram depoimento e contaram que ela já tinha horário previamente marcado na sexta-feira - no mesmo horário em que deveria levar Gabriel à creche. A agenda foi apreendida pela polícia, que a havia indiciado por abandono de incapaz seguido de morte e agora deve mudar o crime para homicídio culposo (sem intenção de matar).

Mais conteúdo sobre:
Belo Horizonte Minas Gerais

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.