Menino que se perdeu na selva teria se alimentado, diz médico

Segundo pediatra, garoto não agüentaria ficar 12 dias sem ingerir comida ou líquidos

Paulo Toledo Piza, do estadao.com.br,

05 Outubro 2007 | 19h54

O menino N.O.L., de 3 anos, que ficou perdido durante 12 dias na Selva Amazônica, teria se alimentado com raízes ou frutas durante este período. Segundo o pediatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Fábio Ancona Lopez, ouvido pelo estadao.com.br, a criança "não agüentaria todo esse tempo sem comer nada".   Morador de uma comunidade a 780 quilômetros de Manaus, o garoto teria saído de casa sem ser percebido atrás do pai, que fora trabalhar na roça, no dia 15 de setembro. O quintal do casebre onde mora dá direto para uma mata que, segundo seus pais, é habitada por onças, cobras e aves de rapina. Doze dias depois, foi encontrado por um caçador sentado debaixo de uma árvore, mais magro do que antes de sumir, com arranhões, picadas de insetos e com leves sintomas de desidratação. Apesar dos ferimentos, cantava alegremente uma canção inventada por sua mãe.   Segundo Lopez, o garoto "deve ter tomado água e comido alguma raiz ou planta nativa que ele reconheceu como comida". De acordo com o médico, qualquer pessoa que passasse dez dias sem ingerir nenhum alimento ou líquido estaria com a saúde muito debilitada. "Nesse período, teria apresentado um quadro grave de desidratação", comentou.   Em entrevista à rádio CBN, a mãe do garoto, Evanise de Oliveira Lima, disse que ele não se lembra de nada que aconteceu na selva. Internado em um hospital de Carauari, município próximo de onde vive, N.O.L. passava bem e deveria receber alta entre esta sexta-feira e sábado.

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