Mesmo proibidas, TAM e Ocean Air vendem vôos saindo de Congonhas

Apesar da proibição de vendas de passagens de vôos saindo do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a TAM e a Ocean Air continuavam nesta terça-feira a realizar essas vendas em seus sites oficiais e nos balcões das empresas no local. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que impôs a restrição na véspera, afirmou por meio de assessoria que as duas companhias haviam sido notificadas nesta tarde. Às 15h, no balcão da TAM em Congonhas, uma atendente realizava a venda de uma passagem para o dia 1o de agosto no trecho Congonhas-Brasília, às 9h50, a 319,12 reais. A atendente apenas ponderou que, no caso de algum imprevisto no dia, em Congonhas, como chuva, a empresa cobraria a tarifa de remarcação. O site da TAM também operava sem restrições. A reportagem iniciou o processo de compra no site da empresa, com saída de Congonhas nos dias 30 e 31 de julho e 10 de agosto, com destino a Brasília, interrompendo o procedimento apenas na hora de fornecer o número do cartão de crédito. A assessoria da TAM justificou à Reuters que não há restrições de venda para bilhetes saindo de Congonhas para outras datas além desta quarta-feira. Uma atendente no balcão da Ocean Air, também em Congonhas, realizava vendas de passagens com saída do mesmo aeroporto para Brasília no dia 31 de julho, às 7h45, com escala em Confins (BH) ao preço de 210,62 reais. Em uma parceria com a BRA, a Ocean Air também vendia passagens para os mesmos trecho e dia, sem escala, a 186,62 reais, parcelado em seis vezes no cartão. O site oficial da empresa também operava sem restrições. A assessoria da Ocean Air respondeu que não tinha conhecimento das vendas e ia checar com a própria empresa. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta. Nos sites das empresas Gol e Varig, trechos entre Congonhas e Brasília testados pela reportagem não estavam disponíveis para venda. A Anac determinou a suspensão por tempo indeterminado da venda de passagens para vôos com partida de Congonhas na tentativa de regularizar o fluxo de passageiros. A situação nos aeroportos voltou a se agravar após o acidente com o Airbus da TAM na semana passada, que deixou cerca de 200 mortos. (Colaborou Denise Luna, no Rio de Janeiro)

FERNANDA EZABELLA E HENRIQUE MELHADO BARBOSA, REUTERS

26 Julho 2007 | 01h31

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